Política · Justiça

Lula avalia nomes femininos para comandar a Defesa no novo mandato

Com a saída confirmada de José Múcio, o presidente Lula busca um sucessor para o Ministério da Defesa enquanto enfrenta desafios orçamentários na pasta.

Foto: Lula conversa com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Foto: Wilton Junior/Estadão · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou as articulações para definir o comando do Ministério da Defesa em seu quarto mandato. O atual ministro, José Múcio Monteiro, já comunicou que deixará a pasta e sugeriu o nome da atual secretária-geral, Cinara Wagner Fredo, para a sucessão. A possibilidade de nomear uma mulher civil para o cargo ganha força entre aliados do governo.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, o presidente tem consultado figuras centrais de sua base, como o senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles. Paralelamente, um grupo formado pelos ex-ministros Jaques Wagner, Nelson Jobim e Celso Amorim busca viabilizar um nome alternativo que possua trânsito facilitado junto às Forças Armadas e domínio técnico sobre a área.

Cinara Fredo, que conta com o apoio de Bruno Dantas, possui formação em Direito e especializações na Escola Superior de Guerra. Outro nome ventilado nos bastidores é o da presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, embora petistas a considerem também como uma opção para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal.

O novo ministro assumirá o posto sob um cenário de aperto nas contas públicas. Recentemente, o governo federal remanejou R$ 226,51 milhões da Defesa para reforçar o orçamento do BPC e a distribuição de medicamentos pelo SUS. A escassez de verbas já impacta projetos de longo prazo, como o submarino nuclear, que teve sua entrega postergada para 2038. A Marinha já alertou que a previsão orçamentária de R$ 1,48 bilhão para 2027 é insuficiente para manter o cronograma original.

Em resumo

  • José Múcio deixará o Ministério da Defesa e indicou Cinara Wagner Fredo como sucessora.
  • Lula avalia a indicação de uma mulher civil e consulta aliados sobre o perfil ideal para a pasta.
  • Restrições orçamentárias levaram ao corte de R$ 226,51 milhões na Defesa para priorizar áreas sociais.
  • Projetos estratégicos, como o submarino nuclear, sofrem com a falta de recursos e tiveram prazos adiados.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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