Política · Economia

Mercado reage à reeleição de Lula e pressiona por definições na equipe econômica

Após a reeleição, Ibovespa e dólar enfrentam volatilidade enquanto o governo prepara a transição e a escolha do novo ministro da Fazenda.

Foto: Ministério da Fazenda Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Original e licença

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe um cenário de forte volatilidade nos mercados financeiros brasileiros. Na semana que sucedeu o segundo turno, o Ibovespa registrou uma queda acumulada de 18,12%, atingindo 167.921,80 pontos na sexta-feira (30), o pior desempenho semanal desde março de 2020. Paralelamente, o dólar disparou 9,15% no mesmo período, encerrando o mês cotado a R$ 5,4460.

Analistas apontam que o movimento reflete a desmontagem de posições financeiras que apostavam em uma mudança de governo, somada à expectativa por sinalizações claras sobre a política fiscal para o quarto mandato. Segundo Edgar Araújo, da Azumi Investimentos, a pressão atual é alimentada por incertezas sobre o controle da dívida pública e o futuro dos gastos governamentais.

Diante desse quadro, a definição do próximo ministro da Fazenda tornou-se o ponto central para ancorar as expectativas. Entre os nomes ventilados para a pasta, destacam-se o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador do Piauí, Rafael Fonteles. Fonteles, que defende a conciliação entre responsabilidade fiscal e manutenção de ganhos sociais, é visto como um nome com boa interlocução junto ao setor financeiro.

Apesar da turbulência nos ativos, a economia real apresenta resiliência. Dados do IBGE indicam que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro ficou em 5,2%. O foco do mercado agora se volta para a próxima quarta-feira (4), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá sobre a taxa Selic, em um ambiente de pressão cambial e juros futuros elevados.

Em resumo

  • O Ibovespa acumulou queda de 18,12% na semana pós-eleição, enquanto o dólar subiu 9,15%.
  • A instabilidade reflete a demanda do mercado por sinalizações fiscais claras para o novo mandato.
  • A escolha do ministro da Fazenda é vista como crucial para estabilizar as expectativas.
  • A taxa de desemprego de 5,2% aponta resiliência na economia real, apesar da volatilidade financeira.

Fonte: Brasil 247

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