Política

Kassab abre porta para aliança com Lula 4, mas impõe condição fiscal

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, sinaliza disposição para estreitar laços com o novo governo Lula, desde que haja foco na estabilidade das contas públicas.

Foto: Glberto Kassab Crédito: PSD · Original e licença

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, indicou que a legenda está aberta a uma colaboração mais estreita com o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à newsletter Jogo Político, do jornal O Globo, o dirigente condicionou essa aproximação à adoção de medidas econômicas que garantam o equilíbrio fiscal e transmitam segurança ao mercado.

Kassab confirmou que já houve contatos iniciais por parte do governo e defendeu que o Planalto busque uma interlocução mais ampla com o centro, sem abrir mão das pautas sociais. Segundo o presidente do PSD, a profundidade dessa relação dependerá diretamente dos sinais que o Executivo emitirá logo no início da gestão. “Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos, sim”, afirmou.

O posicionamento do PSD ganha peso estratégico na montagem da governabilidade para o novo ciclo petista. Diferente de outras siglas que se alinharam à oposição no segundo turno, o PSD manteve a neutralidade, o que preservou pontes com o governo. Embora tenha negado que ocupe o centro de suas preocupações atuais, Kassab não descartou a possibilidade de voltar a assumir um ministério, classificando a hipótese como honrosa.

Sobre o cenário eleitoral, o dirigente avaliou que a candidatura de Flávio Bolsonaro foi um fator decisivo para a vitória de Lula, ao dividir o eleitorado de centro e afastar eleitores devido a propostas de mudanças constitucionais e ao comportamento nos debates. Kassab também fez um balanço do desempenho do PSD, que elegeu cinco governadores, mas viu sua bancada no Congresso encolher, passando para cinco senadores e 43 deputados federais.

Em resumo

  • Kassab condiciona apoio do PSD ao governo Lula 4 a medidas de equilíbrio fiscal.
  • O partido manteve neutralidade no segundo turno, facilitando o diálogo atual.
  • O PSD elegeu cinco governadores, mas perdeu cadeiras no Congresso Nacional.
  • A legenda recorreu ao STF contra o resultado das eleições no Rio de Janeiro.

Fonte: Brasil 247

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