Política

Câmara de Ribeirão Pires blinda secretário que defendeu demissão de eleitores de Lula

Vereadores rejeitaram por ampla maioria pedido de investigação contra Bruno Botacin, secretário de Comunicação que sugeriu punir funcionários por voto.

Foto: Bruno Botacin, secretário de comunicações de Suzano. Reprodução · Original e licença

A Câmara Municipal de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, decidiu ignorar as postagens do secretário de Comunicação, Bruno Botacin, que incitavam a demissão de trabalhadores por terem votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sessão realizada na última quinta-feira (29), o Legislativo municipal rejeitou por 16 votos a 1 o requerimento que pedia a apuração da conduta do integrante do governo.

O pedido de esclarecimentos foi apresentado pela vereadora Fernanda Henrique (PT), que questionou a prefeitura sobre o respeito aos princípios de impessoalidade e decoro público. Botacin utilizou seu perfil no Instagram para compartilhar conteúdos que sugeriam a verificação das redes sociais de funcionários para identificar apoiadores do petista, recomendando o desligamento de quem tivesse manifestado voto no presidente.

Durante a votação, a defesa do secretário ficou a cargo do vereador Edmar Donizete Oldani (PSD). O parlamentar minimizou a gravidade das publicações, alegando que o secretário teria se arrependido e que políticos podem cometer erros no calor da emoção. O prefeito Luiz Gustavo Pinheiro Volpi (PL) e o próprio secretário não se manifestaram sobre o caso até o momento.

O episódio ocorre em um cenário de acirramento político na cidade, onde Lula venceu o segundo turno com uma margem estreita de apenas 455 votos. O Código Eleitoral, em seu artigo 301, estabelece que o uso de grave ameaça para coagir o voto ou a escolha política pode resultar em penas de até quatro anos de reclusão.

Em resumo

  • Câmara de Ribeirão Pires rejeitou por 16 a 1 investigação contra secretário de Comunicação.
  • Bruno Botacin sugeriu que empregadores demitissem funcionários que votaram em Lula.
  • Vereador do PSD defendeu o secretário, alegando que ele agiu sob emoção.
  • O caso levanta debates sobre assédio eleitoral e conduta ética de ocupantes de cargos públicos.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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