Economia

Brasil bate recorde de ocupação e massa salarial atinge patamar histórico

Dados do IBGE revelam que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, com queda no desemprego e aumento real na renda dos trabalhadores no terceiro trimestre de 2026.

Foto: Presidente Lula com trabalhadores Crédito: Ricardo Stuckert / PR · Original e licença

O mercado de trabalho brasileiro consolidou uma trajetória de força no terceiro trimestre de 2026, atingindo marcas históricas que impulsionam a economia nacional. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (30), o país alcançou o maior contingente de pessoas ocupadas desde o início da série histórica, em 2012, totalizando 103,6 milhões de trabalhadores.

Esse cenário de expansão veio acompanhado de uma valorização salarial. O rendimento médio real dos brasileiros subiu 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 3.790. Com mais pessoas empregadas e ganhando melhor, a massa de rendimentos reais habituais saltou para R$ 387,5 bilhões, um incremento de R$ 17,5 bilhões em 12 meses que fortalece diretamente o poder de consumo das famílias.

A taxa de desemprego também apresentou recuo, caindo para 5,2% — o menor nível para um terceiro trimestre desde 2012. O setor da construção civil foi um dos grandes motores desse resultado, com a abertura de 210 mil novas vagas no período. Paralelamente, o setor público atingiu um recorde de 13,2 milhões de trabalhadores, impulsionado principalmente por contratações na área da educação.

Apesar dos avanços, o mercado ainda apresenta desafios estruturais. A taxa de subutilização da força de trabalho, embora tenha caído para 13% em um ano, ainda afeta 14,8 milhões de pessoas. Além disso, o número de desalentados registrou uma leve alta trimestral, evidenciando dificuldades específicas para trabalhadores com 40 anos ou mais na busca por colocações adequadas.

Em resumo

  • O Brasil atingiu o recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas.
  • A taxa de desemprego caiu para 5,2%, o menor patamar para o período desde 2012.
  • A massa de rendimentos reais chegou a R$ 387,5 bilhões, um crescimento anual de 4,7%.
  • O setor público alcançou o recorde de 13,2 milhões de trabalhadores.

Fonte: Brasil 247

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