A fuga cinematográfica de Flávio Bolsonaro: ex-espião e logística internacional
Investigações revelam que o senador, proibido de sair do Brasil pelo STF, utilizou uma operação clandestina com apoio estrangeiro para chegar aos Estados Unidos após a derrota eleitoral.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro, que perdeu eleição para Lula e fugiu para os EUA - Foto: Joédson Alves/Agência Brasil · Original e licença
Uma complexa manobra de retirada clandestina permitiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escapasse do Brasil, desrespeitando uma proibição expressa do Supremo Tribunal Federal. A operação, descrita por autoridades como uma exfiltração, foi arquitetada com antecedência e envolveu uma rede de apoio internacional que incluiu um ex-agente do serviço de inteligência israelense, o Mossad.
Os registros indicam que o planejamento começou antes do segundo turno das eleições. O ex-espião, que possui cidadania americana, chegou ao país em 19 de outubro para coordenar a movimentação. No dia 27, o senador e sua família cruzaram a fronteira em Foz do Iguaçu utilizando duas vans, sendo escoltados pelo estrangeiro até o território argentino.
Já na Argentina, o grupo teria contado com auxílio de figuras próximas ao governo de Javier Milei antes de embarcar em um jato privado Gulfstream G400. A aeronave, operada pela Baires Fly e supostamente viabilizada por aliados de Donald Trump, fez uma parada técnica em Guayaquil, no Equador, antes de concluir o trajeto em Miami no dia 28.
Enquanto a família se encontra nos Estados Unidos, a Polícia Federal intensifica as apurações sobre os responsáveis pela logística e a possível disseminação de informações falsas para despistar as autoridades. Como desdobramento, a corporação analisa a possibilidade de requerer à Suprema Corte o congelamento do patrimônio e dos ativos financeiros do parlamentar, enquanto o Ministério da Justiça avalia os próximos passos para a cooperação jurídica internacional.
Em resumo: - Flávio Bolsonaro ignorou ordem judicial de proibição de saída do país e fugiu para os EUA após a derrota eleitoral. - A operação contou com a participação de um ex-agente do Mossad e suporte logístico em solo argentino. - A Polícia Federal investiga a rede de apoio e estuda pedir ao STF o bloqueio de bens e contas bancárias do senador.
Fonte: Revista Fórum

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