Governo eleito articula força digital permanente e regulação de plataformas
Após vitória nas urnas, aliados de Lula planejam manter mobilização nas redes sociais e priorizar a votação de leis para controlar o poder das big techs ainda este ano.

A estratégia de comunicação que impulsionou a virada de Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro não será desativada. Lideranças do campo progressista, incluindo o deputado André Janones, articulam a continuidade do chamado Exército do Lula, uma rede de mobilização via aplicativos de mensagens que servirá como base de apoio e pressão popular durante o novo mandato. A intenção é suprir a desvantagem numérica do governo no Legislativo, onde a oposição detém maioria, garantindo uma linha direta entre o Palácio do Planalto e a base social.
O presidente eleito, que superou o adversário com 51,8% dos votos, manifestou em seu discurso de vitória a intenção de utilizar o smartphone para dialogar diretamente com os brasileiros, evitando intermediários. Lula também subiu o tom contra as empresas de tecnologia, classificando a atuação de plataformas como uma interferência externa indevida no processo democrático. O petista defendeu que condutas ilícitas cometidas no ambiente virtual devem receber o mesmo rigor punitivo aplicado a delitos no cotidiano físico.
Nos bastidores, parlamentares e membros da equipe de transição buscam uma janela de oportunidade para aprovar, até o final de dezembro, um marco regulatório para as big techs. O deputado eleito Guilherme Cortez defende que a regulação deve incluir medidas como a opção de desativar algoritmos de recomendação, permitindo que o usuário controle o que consome em seu feed. A proposta visa reduzir a influência das plataformas na formação da opinião pública e garantir que essas corporações, que lucram bilhões, cumpram obrigações fiscais e éticas no país.
Em resumo: - A estrutura de mobilização digital será mantida para assegurar governabilidade e pressão popular. - O governo pretende votar a regulação das plataformas digitais ainda em dezembro para evitar entraves no próximo Congresso. - Lula defende que a legislação trate crimes virtuais com a mesma severidade da justiça comum.
Fonte: ICL Notícias

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