Estudantes tomam as ruas do país em defesa da democracia e contra ataques a indígenas
Mobilização nacional organizada pela UNE ocorre em 11 estados e no Distrito Federal para celebrar a vitória de Lula e denunciar a violência política pós-eleitoral.

Foto: Mobilização convocada pela União Nacional dos Estudantes reúne atos em dez capitais em defesa da reeleição de Lula e contra a contestação do resultado eleitoral por Flávio Bolsonaro Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil · Original e licença
Uma semana após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o movimento estudantil brasileiro iniciou neste domingo, dia 1º de novembro, uma série de atos públicos pelo país. A jornada, batizada de Brasil com S, foi convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e ocorre em 11 estados e no Distrito Federal, servindo como um contraponto às contestações do resultado das urnas feitas pelo senador Flávio Bolsonaro.
Além de celebrar o desfecho do pleito, os estudantes colocaram no centro do debate a proteção dos povos originários. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) reportou a existência de mais de 30 denúncias de agressões e ameaças contra comunidades indígenas desde a votação, o que motivou o tom de urgência das manifestações.
Na capital paulista, a Praça Roosevelt foi o ponto de encontro de lideranças estudantis. A secretária-geral da UNE, Camila Moraes, afirmou que o momento exige que a sociedade civil permaneça em estado de alerta. Para a dirigente, a mobilização é uma resposta necessária contra a intimidação política praticada por setores da extrema-direita, que estariam mirando indígenas, trabalhadores e estudantes.
A presidenta da UNE, Bianca Borges, reforçou que a agenda do movimento não se encerra na vitória eleitoral. Segundo ela, a organização estudantil deve manter sua atuação ativa para denunciar os casos de violência política que surgiram após a eleição, garantindo que a defesa da democracia continue sendo uma prioridade nas ruas.
Em resumo: - A UNE realiza a jornada Brasil com S em 11 estados e no Distrito Federal. - O movimento repudia as contestações eleitorais de Flávio Bolsonaro e denuncia a violência política. - A Apib contabiliza mais de 30 denúncias de ataques contra indígenas após o pleito.
Fonte: Brasil 247

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