Estudantes tomam as ruas em 12 estados contra postura golpista de Flávio Bolsonaro
Manifestações organizadas pela UNE em todo o país criticam a fuga do senador para os EUA e denunciam a violência política e ameaças a povos indígenas.

Foto: Manifestantes durante ato organizado pela UNE (União Nacional dos Estudantes) na praça Roosevelt para defender a soberania do Brasil - Adriano Vizoni/Folhapress · Original e licença
O domingo (1º) foi marcado por uma série de manifestações estudantis em 12 estados brasileiros. Embora o objetivo inicial da União Nacional dos Estudantes (UNE) fosse celebrar a vitória do presidente Lula (PT), o tom dos atos mudou diante da recente postura do senador Flávio Bolsonaro (PL), que viajou para Miami após a derrota nas urnas e divulgou uma carta contestando o resultado eleitoral.
Segundo a presidente da UNE, Bianca Borges, a conjuntura política exigiu uma resposta imediata das ruas. Além das críticas ao senador, os manifestantes denunciaram a interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro e o aumento da violência política, com foco especial nas ameaças sofridas por comunidades indígenas, que já são alvo de investigação pelo Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul.
Em São Paulo, o ato na praça Roosevelt contou com a presença do deputado estadual eleito Eduardo Suplicy (PT) e críticas ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), alvo de um pedido de impeachment por descumprimento de ordem judicial sobre a frota de ônibus no segundo turno. No Rio de Janeiro, a mobilização na Candelária focou no combate ao bolsonarismo e na defesa dos direitos dos povos originários.
A mobilização estudantil deve continuar nos próximos dias, com novos atos previstos para Salvador, na segunda-feira (2), e Brasília, na quarta-feira (4). A pauta da categoria segue focada na reconstrução do orçamento das universidades públicas e na garantia de políticas de permanência estudantil.
Em resumo
- Atos da UNE em 12 estados protestaram contra a postura golpista de Flávio Bolsonaro.
- Manifestantes denunciaram a violência política e ameaças contra povos indígenas.
- Críticas à interferência dos EUA e à gestão do prefeito Ricardo Nunes marcaram os discursos.
- Mobilizações seguem em Salvador e Brasília nos próximos dias.
Fonte: Folha de S.Paulo

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