Política · Justiça

Ex-agente do Mossad é identificado como peça-chave na fuga de Flávio Bolsonaro

Documentos migratórios revelam a presença de um ex-espião israelense na operação que retirou o senador do Brasil após a derrota eleitoral.

Foto: - Flávio Bolsonaro desembarca em Miami. No detalhe, o ex-agente da Mossad Menachem Booky Halevy (Ricardo Arduengo AFP / Reprodução TV Globo) · Original e licença

A operação que permitiu a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, em flagrante descumprimento de uma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, ganha contornos de espionagem internacional. Segundo revelações do programa Fantástico, da TV Globo, o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-agente do Mossad, foi um dos personagens centrais na logística que levou o senador aos Estados Unidos logo após o segundo turno das eleições de 2026.

Registros migratórios argentinos indicam que Halevy cruzou a fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú na noite de 27 de outubro. Ele estava acompanhado de Roberto Jorge Alexandre, advogado que já integrou a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A dupla atravessou o posto de controle em uma van, apenas sete minutos antes do veículo que transportava Flávio Bolsonaro e seus familiares.

A presença de um ex-integrante do serviço secreto de Israel levanta questionamentos sobre a sofisticação da rede montada para a exfiltração do senador. De acordo com informações da CNN Brasil, Halevy desembarcou no país em 19 de outubro, ainda durante o período eleitoral, e realizou outras três viagens ao Brasil ao longo de 2026. O objetivo dessas visitas e a origem dos recursos que financiaram a operação, batizada internamente de "Alba", permanecem sob investigação da Polícia Federal.

Após a travessia terrestre, o grupo seguiu em um jato Gulfstream G400, operado pela empresa argentina Baires Fly, com escala no Equador antes de pousar em Miami. Embora aliados de Donald Trump tenham sido citados em reportagens internacionais como facilitadores do transporte, o governo norte-americano nega envolvimento oficial. Até o momento, não há comprovação de participação institucional do Mossad na fuga, nem decisão judicial que estabeleça responsabilidade criminal direta sobre o israelense.

Em resumo

  • Menachem Booky Halevy, ex-agente do Mossad, foi identificado em documentos migratórios na Argentina durante a fuga de Flávio Bolsonaro.
  • O israelense atravessou a fronteira acompanhado de um advogado ligado à família Bolsonaro, pouco antes do senador.
  • A operação de saída do país ocorreu apesar de uma proibição judicial imposta pelo STF.
  • A Polícia Federal investiga a rede de apoio e a origem dos recursos utilizados na logística internacional da viagem.

Fonte: Revista Fórum

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