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Departamento de Justiça dos EUA adota medidas controversas na reta final das eleições

Ações judiciais do governo Trump na Califórnia e no Alasca geram críticas sobre a neutralidade do Departamento de Justiça americano às vésperas da votação.

Foto: Pessoas votam nas eleições presidenciais dos EUA de 2024 no dia da eleição em Columbus, Ohio, EUA, 5 de novembro de 2024 Crédito: REUTERS/Megan Jelinger · Original e licença

Em uma mudança drástica de postura que rompe com décadas de tradição de neutralidade, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos intensificou intervenções diretas em disputas eleitorais a poucas horas da abertura das urnas. Segundo reportagem da Reuters, a ofensiva jurídica do governo de Donald Trump tem como alvo estados estratégicos, levantando preocupações sobre a politização da máquina pública federal.

Na Califórnia, o órgão federal acionou a justiça para tentar invalidar cerca de 20 mil votos por correspondência, sob a alegação de que os eleitores não teriam cidadania americana. Além disso, procuradores federais exigiram acesso irrestrito a cadastros eleitorais. Autoridades estaduais negaram as acusações, reforçando que o governo federal não possui competência legal para cancelar cédulas e que os protocolos de segurança já são rigorosos.

Simultaneamente, no Alasca, o Departamento de Justiça focou na disputa pelo Senado. O órgão investigou o suposto uso de um candidato homônimo ao senador republicano Dan Sullivan para confundir o eleitorado e chegou a solicitar à justiça que impedisse a certificação do pleito caso o republicano perdesse por uma margem estreita. A juíza federal Sharon Gleason negou o pedido, citando a proteção ao sigilo do voto, mas a administração Trump recorreu da decisão.

Especialistas em direito eleitoral e ex-integrantes do próprio departamento alertam que essas manobras podem preparar o terreno para contestações de resultados caso os republicanos sofram derrotas. Enquanto o governo insiste que as ações visam apenas a integridade do sufrágio, críticos apontam que a instituição está sendo utilizada para gerar impacto político partidário.

Em resumo

  • O Departamento de Justiça tentou invalidar 20 mil votos na Califórnia e acessar cadastros eleitorais estaduais.
  • No Alasca, o governo tentou impedir a certificação de uma possível derrota republicana, mas teve o pedido negado pela justiça.
  • Representantes do governo negam favorecimento, enquanto especialistas alertam para o risco à credibilidade da instituição.

Fonte: Brasil 247

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