Política

Mobilizações estudantis tomam as ruas do país contra Flávio Bolsonaro e influência externa

A UNE liderou protestos em 11 estados e no Distrito Federal, denunciando a postura do senador Flávio Bolsonaro e defendendo a soberania nacional e os direitos dos povos indígenas.

Foto: Manifestantes com cartaz contra interferência externa durante protesto na praça Roosevelt, em São Paulo. Foto: Reprodução · Original e licença

No último domingo, dia 1º de novembro, estudantes organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) ocuparam espaços públicos em 11 estados e no Distrito Federal. O objetivo inicial das manifestações, que seria celebrar o resultado das urnas, foi redirecionado para um protesto contra o senador Flávio Bolsonaro e o que os manifestantes classificam como interferência dos Estados Unidos na política brasileira.

A presidente da UNE, Bianca Borges, explicou que o cenário político da semana anterior forçou a mudança no tom dos atos. O estopim foi a ida do senador Flávio Bolsonaro para Miami, nos Estados Unidos, no dia 28 de outubro. O parlamentar, após a derrota eleitoral, divulgou um documento no qual se autodenominava líder do Brasil, episódio que gerou forte reação entre os estudantes.

Em São Paulo, a concentração na praça Roosevelt reuniu diversos movimentos. Bianca Borges aproveitou o espaço para cobrar investimentos em políticas de permanência estudantil, argumentando que o acesso ao ensino superior sem suporte financeiro acaba se tornando uma forma de exclusão. O evento contou com a presença de figuras como o deputado estadual eleito Eduardo Suplicy e o ex-presidente do PT, José Genoino. Além das pautas nacionais, houve críticas à gestão do prefeito Ricardo Nunes, alvo de um pedido de impeachment protocolado pelo PSOL devido a questões envolvendo o transporte público no segundo turno.

No Rio de Janeiro, o ato nas proximidades da Candelária focou na resistência antifascista. A deputada federal Jandira Feghali criticou a postura do senador Flávio Bolsonaro e reforçou a importância da soberania nacional. As manifestações também deram visibilidade à situação dos povos indígenas, tema que ganha urgência diante de investigações do Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul sobre o crescimento da violência contra essas comunidades.

Em resumo: - A UNE convocou atos em 11 estados e no Distrito Federal contra a atuação de Flávio Bolsonaro e a influência dos EUA. - Estudantes exigiram verbas para permanência estudantil e denunciaram a violência contra povos indígenas. - Manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro criticaram gestões locais e defenderam a soberania do país.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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