Política

Lula busca novos nomes para a Casa Civil e tenta frear especulações sobre sucessão

Presidente amplia leque de opções para o ministério estratégico, buscando evitar que a escolha seja vista como um sinal sobre quem será seu sucessor político no futuro.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

O presidente Lula está diversificando as alternativas para o comando da Casa Civil em seu quarto mandato. A estratégia, conforme relatos de bastidores, visa impedir que a definição do cargo seja interpretada por aliados e opositores como a escolha oficial de um nome para a sucessão presidencial.

Até o momento, o cenário era dominado por Fernando Haddad e Camilo Santana, que ganharam força após o desempenho no segundo turno. Contudo, o presidente tem sinalizado a interlocutores que prefere evitar o desgaste de uma disputa antecipada. Por essa razão, o nome da ex-ministra Gleisi Hoffmann passou a integrar o rol de possibilidades avaliadas pelo Palácio do Planalto.

Para não desperdiçar a força política de Haddad e Santana, a equipe de transição estuda alternativas de peso para ambos. Entre as opções em análise, destacam-se o Ministério da Educação, focado em projetos como o Pé-de-Meia Universitário, e o Ministério da Segurança Pública, cuja estrutura ainda depende da aprovação de uma PEC para ser consolidada.

A cautela de Lula é explicada por um trauma político do passado. O presidente quer evitar que a Casa Civil seja vista como um trampolim eleitoral, tal como ocorreu em 2010, quando a então ministra Dilma Rousseff foi alçada à candidatura presidencial após gerenciar o Programa de Aceleração do Crescimento.

Em resumo: - Lula amplia a lista de cotados para a Casa Civil para evitar antecipar o debate sobre seu sucessor. - Gleisi Hoffmann entrou no radar do presidente, juntando-se a Fernando Haddad e Camilo Santana nas discussões. - O governo avalia realocar Haddad e Santana em pastas como Educação ou Segurança Pública. - A estratégia busca evitar a repetição do cenário de 2010, quando a Casa Civil foi usada como vitrine para a sucessão de Dilma Rousseff.

Fonte: Brasil 247

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