Pedro Serrano propõe reforma radical no STF para conter crise de legitimidade
Jurista defende investigações rigorosas contra ministros, fim da advocacia pós-cargo e mudança da sede do Supremo para fora de Brasília.

Foto: Pedro Serrano Crédito: Divulgação · Original e licença
O jurista e professor Pedro Serrano defendeu, em entrevista ao jornalista Luís Nassif na TV GGN, uma reestruturação profunda no Supremo Tribunal Federal (STF) como forma de resgatar a legitimidade da Corte. Segundo o constitucionalista, a instituição enfrenta riscos de colapso devido a desvios internos e uma proximidade excessiva com os poderes político e econômico.
Para Serrano, a defesa da democracia não pode ser confundida com a proteção corporativa de magistrados. O jurista argumenta que é indispensável investigar denúncias contra integrantes do tribunal, citando nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça. Ele sustenta que a ausência de apuração transformaria os magistrados em figuras acima da lei, comprometendo a imagem pública do Judiciário.
Entre as medidas propostas para reformar o sistema, Serrano sugere a transferência da sede do STF para fora de Brasília. O objetivo seria reduzir a promiscuidade entre o Judiciário e a política partidária. Além disso, o professor defende o fim da advocacia para ministros aposentados e a proibição de que parentes de magistrados atuem nos tribunais onde seus familiares exercem o cargo.
O jurista também criticou duramente a espetacularização dos julgamentos penais transmitidos pela TV Justiça, afirmando que a prática degrada a função do magistrado e estimula o linchamento social. Serrano ainda condenou o ambiente de ostentação em Brasília, comparando negativamente os eventos financiados por grupos de pressão e bancos com a sobriedade observada em congressos acadêmicos internacionais.
Em resumo
- Pedro Serrano defende investigações rigorosas contra ministros do STF para evitar a desmoralização da Corte.
- O jurista propõe a mudança da sede do tribunal para fora de Brasília e o fim da advocacia para ministros aposentados.
- Serrano critica a transmissão ao vivo de julgamentos penais e a ostentação em eventos sociais frequentados por magistrados.
Fonte: Brasil 247

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