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Eleições nos EUA: como o resultado das urnas pode impactar o seu bolso no Brasil

O pleito de meio de mandato nos Estados Unidos coloca em xeque a agenda econômica de Donald Trump e gera reflexos diretos no câmbio e nos juros brasileiros.

Foto: Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Anna Moneymaker/Getty Images via AFP · Original e licença

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3), prometem movimentar não apenas o cenário político de Washington, mas também a economia brasileira. O pleito definirá o controle do Congresso americano, órgão responsável por ditar o ritmo de gastos públicos, políticas tributárias e regulações econômicas que reverberam globalmente.

A disputa envolve a renovação de todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de 35 das 100 vagas do Senado. Projeções de mercado, como as do BTG Pactual e modelos da revista The Economist, apontam para uma possível vantagem democrata na Câmara. Caso a oposição conquiste o Legislativo, a capacidade de Donald Trump em implementar sua agenda econômica pode ser severamente limitada, aumentando a fiscalização sobre o Executivo e dificultando a confirmação de indicados para órgãos estratégicos, como o Federal Reserve e a Suprema Corte.

Para o Brasil, o impacto é sentido principalmente na cotação do dólar e nos juros. Segundo Marcos Praça, diretor da ZERO Markets Brasil, uma vitória republicana consolidada poderia abrir caminho para cortes de impostos e políticas comerciais mais agressivas, o que tende a pressionar o dólar para cima frente ao real e elevar os juros futuros. Por outro lado, uma maioria democrata poderia frear estímulos fiscais, aliviando a pressão sobre os juros americanos e favorecendo o fluxo de recursos para mercados emergentes.

O cenário também traz incertezas sobre a relação diplomática entre o governo Lula e a Casa Branca. Analistas observam que, mesmo com eventuais derrotas legislativas, Trump mantém instrumentos comerciais, como as Seções 232 e 301, para aplicar tarifas sobre importações. Com o dólar operando na casa dos R$ 5,40, o mercado segue atento aos desdobramentos que podem ditar o ritmo da economia nos próximos meses.

Em resumo

  • As eleições renovam a Câmara e parte do Senado, definindo o poder de veto do Congresso sobre a agenda de Trump.
  • Uma vitória democrata pode limitar gastos e nomeações, enquanto o controle republicano favorece desregulamentação e cortes de impostos.
  • O resultado impacta o Brasil via câmbio e juros, com investidores monitorando a pressão sobre o real e a política comercial americana.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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