Política

Congresso 2027: Nísia Trindade reforça a ciência enquanto negacionismo de Yamaguchi é barrado nas urnas

A eleição de Nísia Trindade para a Câmara dos Deputados marca uma vitória da ciência e do SUS, contrastando com a derrota de Nise Yamaguchi e a ausência de Ricardo Galvão.

Foto: Nísia Trindade Crédito: Divulgação · Original e licença

A nova composição da Câmara dos Deputados, que assume em janeiro de 2027, contará com uma voz fundamental para a defesa da saúde pública e do conhecimento científico. A sanitarista Nísia Trindade (PT), ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz, foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sua trajetória, marcada pela reconstrução do Programa Nacional de Imunizações e pelo fortalecimento do SUS, representa um contraponto direto ao negacionismo que marcou o período recente da política brasileira.

Em contrapartida, as urnas de São Paulo rejeitaram a candidatura de Nise Yamaguchi (PL). A médica, que ganhou notoriedade por defender tratamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 e integrar o chamado 'gabinete paralelo' durante a pandemia, foi indiciada pela CPI da Covid por crimes como epidemia com resultado de morte e infrações a medidas sanitárias. Apesar de ter mantido apoio em nichos bolsonaristas, sua atuação foi amplamente repudiada por instituições acadêmicas e sociedades médicas.

O cenário científico no Parlamento, contudo, sofre uma baixa com a não eleição de Ricardo Galvão (Rede). O cientista, que ganhou reconhecimento internacional ao enfrentar o governo Bolsonaro para defender a integridade dos dados do INPE sobre o desmatamento na Amazônia, não conseguiu uma cadeira na Câmara. Galvão, que chegou a ser eleito um dos dez nomes mais importantes para a ciência pela revista Nature, era visto como um aliado estratégico para pautas de preservação e rigor técnico.

Em resumo

  • Nísia Trindade (PT) foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, levando a defesa da ciência e do SUS ao Legislativo.
  • Nise Yamaguchi (PL) não obteve sucesso em sua candidatura por São Paulo, mantendo-se fora do Congresso.
  • Ricardo Galvão (Rede) não foi eleito, deixando de integrar a bancada que defende a autonomia da pesquisa científica.

Fonte: Brasil 247

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