Política

Vitória da ciência: Nísia Trindade chega ao Congresso enquanto negacionismo de Yamaguchi é rejeitado

A eleição de Nísia Trindade para a Câmara marca um contraponto ao negacionismo, enquanto a derrota de Nise Yamaguchi afasta teses anticientíficas do Parlamento.

Foto: Nísia trindade, ex-ministra da Saúde. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil · Original e licença

A composição do Congresso Nacional a partir de 2027 contará com uma voz de peso em defesa da saúde pública e da ciência. A sanitarista Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sua trajetória, marcada pela gestão à frente da pasta durante o governo Lula e pela defesa intransigente do SUS, representa um contraponto ao negacionismo que ganhou força nos últimos anos.

Em contrapartida, as urnas em São Paulo barraram a candidatura de Nise Yamaguchi. A médica, que ganhou notoriedade por integrar o chamado "gabinete paralelo" durante a gestão de Jair Bolsonaro, foi alvo de críticas severas da comunidade científica. Yamaguchi defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 e foi indiciada pela CPI da Pandemia por condutas relacionadas à disseminação de desinformação sanitária.

Apesar da vitória de Nísia Trindade, o campo científico sofreu uma baixa com a não eleição de Ricardo Galvão. O ex-presidente do INPE, reconhecido internacionalmente por sua postura ética ao enfrentar ataques de Bolsonaro sobre dados de desmatamento na Amazônia, não conseguiu uma cadeira na Câmara. Galvão, que chegou a ser eleito um dos dez nomes mais importantes para a ciência pela revista Nature, era visto como um aliado estratégico na defesa do rigor acadêmico no Legislativo.

Em resumo

  • Nísia Trindade (PT) foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro.
  • Nise Yamaguchi (PL) não obteve votos suficientes para o Parlamento em São Paulo.
  • Ricardo Galvão (Rede) não foi eleito, apesar de seu histórico de resistência científica.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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