Economia

PF investiga repasse de R$ 563 mil de empresa sob suspeita a consultoria de Paulo Guedes

Documento revela transferência via Pix para empresa do ex-ministro da Economia, que é alvo de apuração por supostas irregularidades em investimentos digitais.

Foto: Paulo Guedes durante participação no Flow Podcast. Foto: Reprodução · Original e licença

Uma transferência via Pix no valor de R$ 563,1 mil colocou o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, no centro de uma investigação da Polícia Federal. Segundo informações divulgadas pelo colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, o montante foi enviado em 7 de julho pela empresa ActivosX Onil OTC LTDA para a PG&A Consulting LTDA, firma que tem Guedes, sua esposa e sua filha como sócios.

A apuração da PF busca entender a natureza da relação entre o ex-chefe da equipe econômica do governo Bolsonaro e o grupo OnilX. A companhia é alvo de diversas denúncias de investidores que relatam dificuldades para reaver valores aplicados em ativos digitais, com alegações que chegam a citar suspeitas de pirâmide financeira — o que a empresa nega.

Documentos e mensagens anexados a processos judiciais indicam que a imagem de Guedes foi utilizada para conferir credibilidade ao negócio. Em uma das conversas, uma assessora da empresa chegou a afirmar que o ex-ministro "tá dentro da empresa" para atrair potenciais investidores de alto patrimônio. O grupo, que prometia rendimentos de até 2,8% ao mês, também enfrenta restrições da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que suspendeu suas ofertas públicas de intermediação de valores mobiliários.

Em nota, a OnilX sustentou que a consultoria prestada por Guedes restringia-se a temas de macroeconomia e geopolítica. A empresa reforçou que o ex-ministro prestou esclarecimentos à Polícia Federal na condição de testemunha e não como investigado, além de garantir que segue honrando seus compromissos financeiros.

Em resumo

  • A empresa ActivosX Onil OTC transferiu R$ 563,1 mil para a consultoria de Paulo Guedes em julho.
  • A PF investiga o grupo OnilX após denúncias de investidores sobre retenção de valores.
  • A CVM suspendeu ofertas da empresa por irregularidades na intermediação de valores mobiliários.
  • Entre junho e setembro, o grupo acumulou 108 ações judiciais movidas por clientes.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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