Política

Bolsonaristas tentam forçar voto aberto para impedir recondução de Alcolumbre no Senado

Liderada por Rogério Marinho, a oposição busca expor parlamentares de direita para evitar que apoiem Davi Alcolumbre na eleição da presidência do Senado em fevereiro de 2027.

Foto: Senador Rogério Marinho. Foto: Reprodução · Original e licença

A sucessão na presidência do Senado, marcada para o dia 1º de fevereiro de 2027, tornou-se o novo campo de batalha da oposição bolsonarista. O senador Rogério Marinho, que lidera o bloco oposicionista, iniciou uma ofensiva para que parlamentares do campo da direita declarem abertamente seus votos, uma manobra desenhada para inibir o apoio à reeleição de Davi Alcolumbre.

Embora o regimento interno da Casa estabeleça o sigilo do voto para a escolha da Mesa Diretora, Marinho sustenta que a exposição pública dificultaria a adesão de senadores ao projeto de Alcolumbre. O parlamentar do PL argumenta que seria politicamente insustentável para um representante da direita justificar, diante de seus eleitores, o voto no atual presidente do Senado.

O cenário interno do PL, contudo, não é de consenso. Enquanto uma parcela da legenda defende o confronto direto e a candidatura de Marinho, outro grupo prefere manter pontes com Alcolumbre para assegurar a ocupação de cargos na Mesa Diretora e a presidência de comissões importantes. Além de Marinho, a senadora Tereza Cristina também se coloca como uma alternativa para o comando da Casa.

A disputa é acirrada e exige a conquista de 41 votos entre os 81 senadores. Tanto o grupo de Alcolumbre quanto o de Marinho afirmam possuir 48 apoios, o que indica uma disputa por votos que ainda não estão consolidados. A oposição aposta em uma base composta por 29 senadores do PL e três do Novo, além de contar com o apoio de outros 15 parlamentares de legendas como Republicanos, PP, Podemos e PSDB, que possuem histórico de alinhamento com o bolsonarismo.

A tática de pressionar pelo voto aberto espelha o movimento realizado pelo próprio Alcolumbre em 2019, quando, com o apoio de Jair Bolsonaro, buscou derrotar Renan Calheiros. Naquela ocasião, mesmo após o STF barrar a obrigatoriedade do voto aberto, parlamentares optaram por exibir suas cédulas antes de depositá-las na urna. Hoje, a oposição justifica a resistência a Alcolumbre devido à sua postura cautelosa frente a pedidos de impeachment de ministros do STF e à redução das articulações em torno da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Em resumo: - Rogério Marinho articula para que senadores de direita exponham seus votos e barrem a reeleição de Davi Alcolumbre. - A eleição para a presidência do Senado está agendada para 1º de fevereiro de 2027 e é formalmente secreta. - Opositores criticam Alcolumbre por sua atuação em pautas como o impeachment de ministros do STF e a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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