Política · Justiça

Oposição no Senado tenta forçar voto aberto para barrar Alcolumbre

Líder da oposição, Rogério Marinho busca constranger parlamentares de direita a revelarem seus votos na eleição para a presidência da Casa em 2027, visando impedir o apoio ao nome de Davi Alcolumbre.

Foto: Rogério Marinho Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

A corrida pela presidência do Senado, agendada para o primeiro dia de fevereiro de 2027, tornou-se o palco de uma manobra política articulada pelo senador Rogério Marinho. O líder da oposição planeja pressionar os parlamentares do campo conservador para que declarem abertamente suas escolhas, mesmo que o rito oficial da eleição seja sigiloso. A intenção declarada é dificultar que senadores eleitos sob a égide do bolsonarismo garantam a permanência de Davi Alcolumbre no comando da Casa sem que isso se torne público perante seus eleitores.

Marinho argumenta que a exposição do voto seria um mecanismo de controle político, tornando complexa a justificativa de apoio a Alcolumbre por parte de quem se elegeu com pautas de oposição. O atual presidente do Senado é alvo de críticas frequentes de setores da direita, que o acusam de atuar em sintonia com o governo federal e de barrar pautas caras ao grupo, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Internamente, o PL, que terá uma bancada expressiva de 29 senadores, ainda debate se lançará uma candidatura própria ou se buscará acordos. O trauma da derrota de 2023, quando Marinho perdeu para Rodrigo Pacheco e o partido acabou isolado na distribuição de cargos e comissões, divide a legenda. Enquanto uma ala defende o confronto direto, aproveitando a nova correlação de forças no Congresso, outra parcela prefere a negociação para garantir espaços na estrutura de poder.

A estratégia de forçar a transparência do voto não é uma novidade no cenário legislativo. O próprio Alcolumbre, em 2019, defendeu a abertura das urnas para se eleger, embora a iniciativa tenha sido impedida por uma decisão judicial na época. Agora, a disputa se desenrola em um ambiente de incerteza, com ambos os lados reivindicando o apoio de 48 parlamentares, o que indica que há senadores sendo contados simultaneamente por grupos rivais.

Em resumo: 1. Rogério Marinho quer que senadores de direita revelem seus votos para evitar apoio a Alcolumbre. 2. A oposição critica a gestão de Alcolumbre por temas como o impeachment de ministros do STF e a anistia aos golpistas. 3. O PL avalia se lança candidatura própria ou negocia cargos para evitar o isolamento sofrido em 2023.

Fonte: Brasil 247

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