Procuradora de Macaé é afastada após ataques discriminatórios contra nordestinos e petistas
Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro foi suspensa por 30 dias enquanto responde a processo administrativo por postagens preconceituosas.

A procuradora municipal de Macaé, no Rio de Janeiro, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro, foi afastada de suas funções por um período de 30 dias. A decisão ocorre no âmbito de um processo administrativo disciplinar instaurado para apurar publicações feitas pela servidora em redes sociais, nas quais ela destilou ataques contra petistas, nordestinos e mineiros.
Em suas postagens, a procuradora chegou a declarar que não implementaria políticas públicas voltadas a eleitores do PT e recomendou que empresários evitassem a contratação de "artistas, pobres nordestinos e mineiros". Utilizando o cargo de autoridade pública, ela ainda afirmou que seus filhos manteriam privilégios. Além disso, registros de 2025 atribuídos a ela mostram ofensas a pessoas de esquerda, a quem chamou de "nazistas", sugerindo violência física contra esse grupo.
Questionada pelo portal G1, a procuradora alegou que as mensagens foram veiculadas em perfis privados. O diretório do PT em Macaé repudiou a conduta, ressaltando que as falas ferem a dignidade de trabalhadores e moradores da cidade.
O episódio ocorre em um cenário de crescente intolerância política no estado. Recentemente, a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) tornou-se alvo de uma ação civil pública por incentivar a perseguição de funcionários que declararam voto no atual governo. A Justiça do Trabalho determinou que a parlamentar remova conteúdos discriminatórios e se abstenha de promover atos que estimulem a demissão ou perseguição de trabalhadores por suas convicções políticas.
Em sua decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca enfatizou que parlamentares possuem o dever de fortalecer a democracia e respeitar a pluralidade, evitando discursos que fomentem o ódio ou a discriminação.
Em resumo
- Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro foi afastada por 30 dias após ataques a grupos específicos.
- A procuradora é investigada por discriminação e incitação à exclusão de trabalhadores.
- A deputada Índia Armelau foi proibida pela Justiça de incentivar perseguição política contra empregados.
Fonte: ICL Notícias

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