Gilmar Mendes aponta falhas na gestão do TSE e cobra postura equidistante
Ministro do STF avalia que colegiado salvou as eleições de 2026, mas critica omissões e hesitações na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Foto: Gilmar Mendes Crédito: Alejandro Zambrana/STF · Original e licença
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (3) para fazer uma avaliação crítica sobre a condução das eleições de 2026. Embora tenha validado a integridade do pleito, o magistrado deixou claro que a estabilidade democrática foi mantida graças à força do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e não por mérito de sua atual liderança.
Sem citar nominalmente o presidente da corte eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes afirmou que "silêncios e hesitações não são neutros". Segundo o ministro, a postura de quem comanda o órgão que organiza as eleições deve ser de um "árbitro equidistante", conforme pressupõe a Constituição. O decano alertou que omissões na condução do processo podem gerar decisões contraditórias e servir de pretexto para ataques ao sistema eleitoral.
O ambiente de tensão no TSE atingiu seu ápice no dia da votação, quando o ministro Cristiano Zanin, do STF, precisou intervir e determinar a prorrogação do horário de votação em duas horas. A medida foi necessária após pedidos das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não terem sido apreciados em tempo hábil pela presidência do tribunal. A decisão, tomada após o fechamento de diversas seções, foi utilizada pelo candidato Flávio Bolsonaro para questionar o resultado das urnas em uma carta divulgada após sua saída do país.
Apesar das contestações, dados oficiais indicam que a prorrogação teve impacto marginal, com apenas 34,7 mil votos registrados após o horário original de encerramento, um volume inferior ao observado em 2022.
Em resumo
- Gilmar Mendes afirmou que o colegiado do TSE garantiu a legitimidade das eleições de 2026.
- O ministro criticou a falta de postura equidistante da presidência do TSE durante o pleito.
- A intervenção de Cristiano Zanin prorrogou a votação após omissão da cúpula do tribunal.
- Apenas 34,7 mil votos foram computados após o horário regular, sem alterar o resultado final.
Fonte: Brasil 247

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