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Brasil planeja modernizar parque de refino até 2036, mas importação de combustíveis deve persistir

Estudo oficial aponta que, apesar de investimentos em refinarias para elevar o processamento diário, o consumo interno de diesel continuará superando a produção nacional na próxima década.

Foto: Pistola de gasolina em posto de combustíveis, em Brasília Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença

O Ministério de Minas e Energia, em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética, apresentou um novo planejamento estratégico que projeta uma expansão de 10% na capacidade de refino do país ao longo dos próximos dez anos. O documento, que faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036, estima que o volume diário de petróleo processado nas unidades nacionais saltará dos atuais 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris.

A estratégia desenhada pelo governo federal foca na modernização de instalações já existentes e na conclusão de obras estruturantes. Entre as prioridades, destacam-se a finalização do segundo trem de processamento na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e a consolidação operacional do Complexo Boaventura, no Rio de Janeiro. O objetivo é aumentar a eficiência energética e a produtividade do setor, preparando o parque industrial para as demandas futuras.

Mesmo com o esforço de ampliação, o país ainda enfrentará desafios para alcançar a autossuficiência em derivados. As projeções indicam que a extração de petróleo bruto deve crescer de forma acelerada, chegando a 4,9 milhões de barris por dia em 2036, mas grande parte desse volume seguirá sendo exportada. No caso específico do diesel, o consumo interno deve subir 19%, enquanto a produção doméstica tem previsão de alta de apenas 13%, o que manterá a necessidade de compras externas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem enfatizado que a segurança energética é uma prioridade diante das instabilidades geopolíticas globais. Além da capacidade de refino, o setor precisará investir pesado em novas tecnologias de hidrotratamento e produção de hidrogênio para viabilizar a transição do diesel S500 para o S10, que possui menor teor de enxofre e é menos poluente.

O planejamento completo está disponível para consulta pública até o dia 6 de novembro, permitindo que a sociedade civil e especialistas enviem sugestões antes da definição final das metas energéticas para a próxima década.

Em resumo: - A capacidade de refino nacional deve subir para 2,5 milhões de barris diários até 2036. - O consumo de diesel crescerá acima da capacidade de produção interna, mantendo a dependência de importações. - O governo aposta na modernização de refinarias e em projetos como Abreu e Lima para ampliar a oferta. - A consulta pública sobre o plano decenal de energia segue aberta até o dia 6 de novembro.

Fonte: Brasil 247

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