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TPI reage a ofensiva de Trump e denuncia tentativa de asfixiar a justiça global

A presidente do Tribunal Penal Internacional, Tomoko Akane, denunciou sanções impostas pelo governo Trump contra a corte, classificando a medida como uma ameaça sem precedentes ao direito internacional.

Foto: Donald Trump. Foto: Reprodução · Original e licença

A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), Tomoko Akane, utilizou a Assembleia Geral da ONU nesta segunda-feira (2) para denunciar a postura do governo de Donald Trump. Segundo a magistrada, a administração americana tem adotado uma estratégia de obstrução da justiça internacional por meio de sanções diretas contra a corte e seus integrantes.

Devido às restrições impostas pelos Estados Unidos, Akane precisou participar da sessão de forma remota. Em seu discurso, ela classificou as ações da Casa Branca como extraordinárias e sem precedentes, destacando que as medidas visam intimidar juízes e promotores, além de comprometer a própria estrutura de funcionamento do tribunal.

O governo Trump, que não é signatário do Estatuto de Roma, tem intensificado o cerco ao TPI como resposta a investigações que miram o país e seus aliados, incluindo Israel. O secretário de Estado, Marco Rubio, justificou a escalada afirmando que os EUA impedirão transações com o que chamou de tribunal desonesto para inviabilizar sua atuação.

Durante sua fala, a presidente do TPI estabeleceu um contraste entre a valorização da justiça global e a postura de Washington. Ela apelou aos 193 Estados-membros da ONU para que adotem medidas concretas em defesa da instituição, reforçando que o tribunal não se curvará às pressões externas.

Em resumo

  • Tomoko Akane denunciou sanções dos EUA contra o TPI como tentativa de obstrução da justiça.
  • O governo Trump ampliou restrições para atingir a estrutura da corte e seus funcionários.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que os EUA bloquearão recursos e transações com o tribunal.
  • A presidente do TPI pediu apoio coletivo da ONU para proteger a integridade da corte internacional.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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