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Gigantes do setor automotivo pressionam Congresso dos EUA por veto definitivo a carros chineses

Associação que reúne grandes montadoras busca transformar restrições temporárias em lei permanente, alegando riscos à segurança nacional e à indústria local.

Foto: Garagem de carros chineses. Foto: Reprodução · Original e licença

Uma coalizão que representa as maiores montadoras do mundo, incluindo General Motors, Volkswagen, Toyota, Ford e Stellantis, intensificou a pressão sobre o Congresso dos Estados Unidos. A Alliance for Automotive Innovation solicitou formalmente que os legisladores aprovem, ainda este ano, uma proibição permanente à comercialização de veículos fabricados na China no mercado americano.

O movimento, articulado pela entidade antes da retomada dos trabalhos legislativos, busca blindar o setor contra o que chamam de ameaça à segurança nacional e aos investimentos realizados pelas fabricantes em solo americano. Segundo o presidente da associação, John Bozzella, o objetivo é evitar riscos de vigilância e proteger a competitividade da indústria local diante da expansão chinesa.

O cenário atual já conta com restrições severas implementadas pelo governo de Joe Biden desde o início de 2025, que incluem tarifas superiores a 100% sobre elétricos e barreiras operacionais baseadas em preocupações com o tráfego de dados sensíveis. Agora, o setor busca consolidar essas medidas em lei permanente, aproveitando o apoio bipartidário que o projeto já angariou no Senado e na Câmara.

A urgência das montadoras também reflete o receio de que mudanças na composição do Congresso após as eleições de meio de mandato possam travar a tramitação. Enquanto isso, o governo chinês reagiu, classificando as investidas americanas como uma repressão injustificada e defendendo o respeito às leis da economia de mercado.

Em resumo

  • A Alliance for Automotive Innovation pede o banimento permanente de carros chineses nos EUA.
  • O setor alega riscos de segurança nacional e busca proteger investimentos locais.
  • O projeto de lei conta com apoio bipartidário e as montadoras tentam acelerar a votação até dezembro.
  • A China critica as restrições, chamando-as de violação da concorrência justa.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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