Política · Economia

Fazenda articula ajuste fiscal gradual sem abrir mão de promessas sociais

O ministro Dario Durigan detalhou os planos do governo para equilibrar as contas públicas mantendo o foco nos compromissos assumidos com a população.

O governo federal trabalha na estruturação de um ajuste fiscal que busca o equilíbrio das contas públicas sem sacrificar as diretrizes sociais que fundamentaram a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a estratégia será conduzida de forma gradual, garantindo a sustentabilidade econômica enquanto se preserva o atendimento às demandas das diversas camadas da sociedade.

Para viabilizar esse objetivo, a equipe econômica prepara uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto visa conferir ao governo maior flexibilidade para alcançar o centro da meta fiscal, incluindo a possibilidade de contingenciamento de recursos orçamentários caso seja necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública, que atualmente alcança 82,9% do PIB.

Em relação à política monetária, Durigan assegurou que as futuras indicações para a diretoria do Banco Central seguirão critérios de rigor técnico. O ministro também buscou dissipar especulações sobre uma possível aproximação do governo com o economista André Lara Resende. Durigan classificou as propostas de Resende, que sugere a desindexação da taxa Selic da dívida pública, como ideias ainda incipientes e com falhas técnicas.

Sobre a sucessão no comando da pasta da Fazenda, o ministro afirmou que o tema não foi pautado em conversas com o presidente. Nomes como o do governador do Piauí, Rafael Fonteles, e do vice-presidente Geraldo Alckmin seguem sendo ventilados nos bastidores, embora não haja definições oficiais.

Em resumo

  • O governo prepara uma PEC para permitir o alcance da meta fiscal e o congelamento de gastos.
  • O ajuste será gradual para conciliar a responsabilidade fiscal com os compromissos de campanha.
  • O ministro da Fazenda negou qualquer agenda oficial com o economista André Lara Resende.
  • As indicações para o Banco Central serão pautadas pelo rigor técnico.

Fonte: ICL Notícias

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