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Por que a definição do poder no Congresso dos EUA não acontece na noite da eleição

O sistema descentralizado e o uso massivo do voto antecipado fazem com que a contagem dos votos nas eleições de meio de mandato seja um processo gradual e demorado.

O processo eleitoral norte-americano, que mobiliza o país nesta terça-feira (3), funciona de maneira muito distinta do modelo centralizado que conhecemos no Brasil. Como não existe um tribunal superior para coordenar a apuração, cada um dos 50 estados conduz a contagem seguindo suas próprias leis e ritmos, o que torna a definição de quem comandará a Câmara e o Senado um exercício de paciência.

A complexidade aumenta devido ao volume expressivo de votos antecipados. Mais de 56 milhões de eleitores optaram por enviar suas cédulas por correio ou comparecer às urnas antes da data oficial. Esse método exige que as autoridades locais realizem uma conferência minuciosa de assinaturas e a validação de envelopes, tarefas que consomem tempo e retardam o anúncio dos vencedores em estados onde a margem entre os candidatos é estreita.

Existem ainda particularidades regionais que estendem o prazo final. Na Califórnia, por exemplo, a legislação permite que votos enviados pelo correio sejam contabilizados até uma semana após o pleito, desde que tenham o carimbo postal do dia da eleição. Já no Alasca e no Maine, o sistema de votação por escolha ranqueada pode exigir rodadas adicionais de apuração caso nenhum candidato atinja a maioria absoluta de imediato. No caso específico do Alasca, o prazo para receber cédulas de residentes no exterior chega a 15 dias.

Historicamente, essa descentralização e as regras estaduais fazem com que a confirmação das maiorias legislativas não seja imediata. Em pleitos anteriores, a definição de assentos cruciais levou dias ou até semanas. Esse intervalo é frequentemente preenchido por projeções estatísticas da imprensa, enquanto a contagem oficial segue seu curso burocrático para renovar 435 cadeiras na Câmara, 35 no Senado e 36 governos estaduais, com os novos mandatos previstos para janeiro de 2027.

Em resumo: - A ausência de um órgão centralizador faz com que a apuração seja feita estado por estado, sem um resultado nacional unificado. - O processamento de milhões de votos antecipados e por correio exige etapas de validação que impedem a contagem rápida. - Leis estaduais permitem o recebimento de cédulas dias após o pleito, prolongando o trabalho das autoridades eleitorais.

Fonte: ICL Notícias

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