Marina Silva aponta retrocesso global na agenda climática sob pressão de Trump e guerras
Ex-ministra alerta que tensões geopolíticas e postura dos EUA dificultam financiamento ambiental, apesar dos avanços brasileiros no combate ao desmatamento.

Foto: Marina Silva Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil · Original e licença
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, manifestou preocupação com o esvaziamento das negociações climáticas internacionais às vésperas da COP31, que será realizada na Turquia. Segundo a ex-ministra, a resistência do governo de Donald Trump às políticas ambientais, somada aos impactos dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, tem minado o compromisso global com o financiamento e a adaptação climática.
Durante o lançamento dos Mapas do Caminho, em Brasília, Marina destacou que o cenário geopolítico atual reduziu o espaço para iniciativas essenciais de combate ao aquecimento global. A ex-ministra pontuou que as agendas de financiamento e adaptação perderam força, sendo fortemente influenciadas pela postura dos Estados Unidos e pelo contexto de guerras na Europa.
O financiamento internacional é considerado um pilar fundamental para que nações em desenvolvimento consigam implementar medidas de mitigação e enfrentar eventos extremos, como secas e enchentes. A falta de prioridade política entre as grandes potências coloca em risco a eficácia das metas que serão debatidas na próxima conferência da ONU.
Em contrapartida ao cenário internacional desfavorável, Marina Silva ressaltou o papel do Brasil na preservação ambiental. Dados citados pela ex-ministra indicam que o desmatamento global recuou 15%, um resultado impulsionado majoritariamente pelo desempenho brasileiro. Além disso, a degradação na Amazônia atingiu o menor patamar desde 1988, início da série histórica.
Em resumo
- Marina Silva critica o impacto negativo da gestão Trump e de conflitos globais na agenda climática.
- A ex-ministra alerta para a perda de força no financiamento de adaptação ambiental antes da COP31.
- O Brasil se destaca positivamente com a maior queda no desmatamento da Amazônia desde 1988.
Fonte: Brasil 247

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