Conta alta e obras paradas: o saldo pós-eleitoral da gestão Tarcísio em SP
Logo após o pleito, governo paulista aumenta pedágios, adia inaugurações de estações de metrô e mantém compromissos financeiros bilionários com empresas privadas.

O governo de São Paulo, sob o comando de Tarcísio de Freitas, iniciou o mês de novembro com uma conta mais cara para os motoristas e novos prazos para as obras de mobilidade. Apenas dois dias após o encerramento das urnas, a Artesp validou um reajuste de 4,58% nas tarifas de rodovias sob concessão da Novo Litoral, como a Rio-Santos e a Mogi-Bertioga. O aumento, que já está em vigor, segue a lógica da inflação prevista nos contratos.
Enquanto o custo para quem dirige sobe, o governo optou por segurar a cobrança em 11 novos pórticos eletrônicos da Rota Sorocabana, empurrando o início da arrecadação para janeiro de 2027. Embora o adiamento tenha ocorrido, o Estado não se livrou do ônus financeiro: os termos contratuais asseguram à empresa o direito de ser compensada pelo que deixou de ganhar. O valor exato dessa conta, que será coberto pelo erário ou por ajustes tarifários, ainda depende de cálculos sobre o fluxo de veículos.
No setor metroviário, a promessa de entregas rápidas também encontrou obstáculos. As estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, da Linha 6-Laranja, não abriram as portas em outubro como era esperado. A justificativa oficial aponta para a conclusão parcial das obras, com a promessa de inauguração apenas para o final de 2026. O atraso se soma à prorrogação da conexão entre as estações Paulista e Consolação, agora prevista apenas para agosto de 2027.
O cenário de lentidão nas obras contrasta com o reconhecimento, feito pela Artesp em dezembro de 2025, de uma diferença financeira de R$ 3,69 bilhões em favor da concessionária Linha Universidade. Esse montante foi justificado pelo governo como uma forma de cobrir riscos e acelerar o cronograma de construção. Além disso, o planejamento orçamentário para 2027 indica um corte de 48,6% nas verbas destinadas a novos projetos de expansão da rede metroviária, reduzindo o investimento em planejamento de R$ 180,3 milhões para R$ 92,6 milhões.
Em resumo: - Pedágios da Novo Litoral ficaram 4,58% mais caros em novembro. - Governo adiou cobrança de 11 pórticos, mas garantiu compensação financeira à concessionária. - Estações da Linha 6-Laranja e conexão entre estações Paulista e Consolação tiveram prazos de entrega adiados. - Orçamento de 2027 prevê corte de quase metade dos recursos para novos projetos de expansão do Metrô.
Fonte: ICL Notícias

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