China endurece política cambial para frear valorização acelerada do yuan
Banco Popular da China eleva reservas obrigatórias de divisas para conter a alta da moeda nacional e estabilizar o mercado financeiro.

O Banco Popular da China (BPC) anunciou nesta terça-feira (4) uma mudança estratégica em sua política monetária para conter a valorização acelerada do renminbi, o yuan. A autoridade monetária elevará o coeficiente de reservas obrigatórias de divisas para instituições financeiras de 4% para 6%, medida que entra em vigor a partir de 15 de novembro.
Esta é a primeira alteração no índice em quase cinco anos. O objetivo central é reduzir a liquidez de dólares no sistema bancário, aliviando a pressão de alta sobre a moeda chinesa, que acumulou uma valorização de 4,2% frente ao dólar nos primeiros nove meses de 2026. O movimento ocorre após o yuan registrar uma sequência de 14 dias de ganhos desde meados de outubro.
Especialistas avaliam que a decisão busca evitar comportamentos especulativos no mercado. Ming Ming, economista-chefe da CITIC Securities, estima que a medida deve retirar de circulação entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões em liquidez de divisas. Logo após o anúncio, o mercado reagiu e a taxa de câmbio do yuan onshore fechou em 6,6765 por dólar, uma queda de 307 pips.
O BPC reforçou que não trabalha com metas fixas para o câmbio, mas que intervirá sempre que identificar flutuações bruscas ou expectativas irracionais que possam comprometer a estabilidade financeira do país.
Em resumo
- O Banco Popular da China elevará o compulsório de divisas de 4% para 6% em 15 de novembro.
- A medida visa frear a valorização do yuan, que subiu 4,2% no ano até setembro.
- A ação deve congelar até US$ 25 bilhões em liquidez bancária para equilibrar oferta e demanda.
Fonte: Brasil 247

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