Dólar avança e mercado reage a debate sobre juros e política fiscal
Moeda norte-americana encerra o dia em alta enquanto governo descarta proposta de redução drástica da Selic e mercado aguarda decisão do Copom.

Foto: Funcionário do banco conta notas de dólar 26 de janeiro de 2023 Crédito: Athit Perawongmetha/Reuters · Original e licença
O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de cautela nesta terça-feira, com o dólar à vista encerrando a sessão em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,4863. O movimento reflete a repercussão de uma análise do economista André Lara Resende, que defendeu publicamente a redução da taxa básica de juros, a Selic, de 13,75% para cerca de 7,5%.
A proposta de Lara Resende, que contesta a visão convencional de que juros menores pressionariam a inflação, sugere que a medida poderia aliviar o custo da dívida pública — que atingiu R$ 11,1 trilhões em setembro — e, consequentemente, melhorar a percepção fiscal do país. Contudo, a ideia encontrou resistência imediata entre investidores e no próprio governo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a sugestão possui “deficiências” e não integra a pauta de discussões da equipe econômica. Durigan reforçou o compromisso com um ajuste fiscal gradual e garantiu que futuras nomeações para o Banco Central seguirão critérios de rigor técnico.
Enquanto o debate ganha corpo, os agentes financeiros mantêm o foco na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira. As expectativas estão divididas: enquanto a pesquisa Focus aponta a possibilidade de um corte de 0,25 ponto percentual, levantamento da Reuters indica que o mercado não descarta a manutenção da taxa no patamar atual diante da volatilidade recente.
Em resumo
- O dólar fechou em R$ 5,4863, uma alta de 0,74% no dia.
- O ministro Dario Durigan descartou a proposta de redução da Selic para 7,5%.
- A dívida bruta do governo atingiu R$ 11,1 trilhões em setembro.
- O mercado aguarda a decisão do Copom sobre os rumos da taxa de juros.
Fonte: Brasil 247

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