Polícia apura crimes de racismo e xenofobia contra família nordestina no Distrito Federal
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga denúncias de injúria racial e xenofobia cometidas por uma vizinha contra uma vendedora e seus familiares em Taguatinga após o segundo turno das eleições.

Foto: Vizinha manda vendedora "subir em árvore" em ataque racista no DF: "Macaca" Crédito: Reprodução · Original e licença
A 21ª Delegacia de Polícia, localizada em Taguatinga Sul, abriu uma investigação para apurar episódios de intolerância e discriminação ocorridos no Distrito Federal. A vendedora Danielle Sousa, de 40 anos, denunciou ter sido alvo de ataques racistas e xenofóbicos por parte de sua vizinha, Luciana Maria Rodrigues, logo após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro.
De acordo com o relato da vítima, a hostilidade teve início quando ela e seus familiares celebravam o resultado do pleito em um jardim. A vizinha teria passado a proferir gritos ofensivos, atacando a origem nordestina dos moradores e desqualificando suas escolhas políticas com insultos sobre a inteligência e a conduta dos nordestinos.
Ao tentar conversar com a vizinha no dia seguinte para questionar as agressões verbais, Danielle foi novamente confrontada. Durante a discussão, a suspeita teria adotado uma postura agressiva, fazendo gestos obscenos e proferindo ofensas racistas. A vítima relatou que a mulher a chamou de macaca e ordenou que ela subisse em uma árvore, utilizando termos que historicamente buscam desumanizar pessoas negras.
O caso ganha contornos de gravidade pela combinação de dois crimes distintos. A xenofobia se manifesta no preconceito direcionado à origem regional da família, enquanto a injúria racial se configura pelas ofensas diretas à cor da pele da vendedora. A Polícia Civil já recebeu registros em vídeo do confronto, que estão sendo analisados pelos investigadores para subsidiar o inquérito e a tomada de depoimentos.
Em resumo: - A Polícia Civil do Distrito Federal investiga denúncias de racismo e xenofobia em Taguatinga. - A vítima relata ter sido atacada por sua origem nordestina e alvo de injúria racial após o segundo turno das eleições. - Provas em vídeo foram entregues às autoridades para auxiliar na apuração do caso.
Fonte: Brasil 247

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