Elias Jabbour questiona política de juros e aponta privilégio ao sistema financeiro
O economista e deputado federal eleito Elias Jabbour criticou a manutenção da taxa Selic em 13,75% pelo Copom, classificando a decisão como política e questionando o impacto do serviço da dívida pública no orçamento do país.

Foto: Elias Jabbour Crédito: Reprodução Instagram @eliasmkjabbour · Original e licença
A recente decisão unânime do Comitê de Política Monetária de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano foi alvo de duras críticas por parte do economista e deputado federal eleito Elias Jabbour. Em manifestação pública, o parlamentar afirmou que a medida possui caráter político e reflete uma estrutura onde o Banco Central estaria alinhado aos interesses do setor financeiro, chegando a questionar se o modelo de remuneração da dívida pública nacional não representaria um esquema de corrupção legalizado.
Jabbour argumentou que o Brasil enfrenta uma distorção orçamentária significativa. Segundo o economista, o país registra um dos menores déficits primários globais, mas sofre com um custo elevado para honrar os juros da dívida. Para ele, essa dinâmica demonstra que o problema das contas públicas não reside nos gastos primários, mas na forma como o Estado remunera o capital financeiro, o que, na sua visão, limita investimentos essenciais em infraestrutura e desenvolvimento industrial.
O deputado eleito também contestou a eficácia da Selic como resposta única para a inflação. Ele sustentou que choques causados por variações climáticas ou instabilidades internacionais não deveriam ser combatidos com o mesmo rigor aplicado ao excesso de demanda. Jabbour comparou a postura da autoridade monetária a um comportamento vicioso, no qual o órgão sempre encontra pretextos para sustentar patamares elevados de juros, independentemente das condições reais da economia.
Em resumo: 1. O Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano por unanimidade. 2. Elias Jabbour classificou a decisão como política e favorável ao sistema financeiro. 3. O economista defende que o alto custo da dívida pública é o verdadeiro gargalo fiscal do Brasil, superando as despesas primárias.
Fonte: Brasil 247

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