Pressão popular: Eduardo Moreira entrega a Lula manifesto com 1,8 milhão de assinaturas contra bets
Fundador do ICL, Eduardo Moreira, entregou ao presidente Lula e ao vice Alckmin um abaixo-assinado massivo pedindo o fim das apostas online no Brasil.

O fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Eduardo Moreira, esteve em Brasília nesta quinta-feira (5) para entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin um manifesto que clama pelo fim das plataformas de apostas online. O documento, que conta com 1,8 milhão de assinaturas, foi reunido em apenas dois dias de mobilização popular.
Em suas redes sociais, Moreira destacou que o movimento reflete a indignação de uma parcela significativa da população diante dos impactos negativos das bets. O ativista defendeu que o país precisa priorizar a proteção das famílias e da economia popular frente aos interesses financeiros das empresas do setor, que, segundo ele, atuam fortemente nos bastidores do Judiciário e do Legislativo.
A iniciativa ganha força em um momento decisivo para o futuro das apostas no Brasil. Em 25 de setembro, o governo federal suspendeu as atividades de bets e cassinos online por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026. A decisão, contudo, enfrenta resistência de clubes de futebol e empresas do ramo, que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a restrição.
O debate chegou ao STF na última terça-feira (3), quando o ministro Luiz Fux conduziu uma audiência pública para ouvir representantes do governo, do setor esportivo e da indústria de apostas. O manifesto entregue por Moreira reforça o coro por medidas como o fim dos patrocínios dessas empresas a clubes e influenciadores, além da criação de políticas públicas de assistência a viciados em jogos.
Em resumo
- Eduardo Moreira entregou manifesto com 1,8 milhão de assinaturas a Lula e Alckmin.
- O movimento exige a manutenção da proibição das bets e o fim de patrocínios do setor.
- O governo suspendeu as apostas online em setembro, mas a medida é contestada no STF.
Fonte: ICL Notícias

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