Governo Lula define minerais estratégicos para impulsionar indústria nacional
O recém-criado conselho federal estabeleceu uma relação de 27 substâncias minerais que terão prioridade para refino e processamento dentro do Brasil, visando fortalecer a soberania tecnológica.

Foto: - Lula na reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Ricardo Stuckert / Presidência da República) · Original e licença
O governo federal iniciou uma nova etapa na gestão dos recursos naturais do país com a instalação do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. Durante o encontro inaugural, o colegiado oficializou um rol de 27 itens minerais que passarão a ser tratados como pilares da política industrial brasileira. A meta central é reverter o histórico de exportação de insumos brutos, incentivando que o beneficiamento e a transformação desses materiais ocorram em solo nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil precisa converter seu vasto potencial geológico em inovação e postos de trabalho qualificados. Segundo o mandatário, a intenção é evitar que a exploração mineral se resuma a deixar buracos nas cidades, priorizando a criação de escolas, universidades e empregos que tragam dignidade às futuras gerações. Lula ressaltou que esses recursos são vitais para a fabricação de itens modernos, como baterias de veículos elétricos, componentes de defesa, radares e painéis solares.
A relação de minerais foi segmentada em três níveis de importância, considerando a dependência externa e os riscos geopolíticos. No topo da lista, com prioridade máxima, figuram nove substâncias, entre elas terras raras, lítio, grafita, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio. Para esses itens, o Estado planeja implementar mecanismos de acompanhamento mais rigorosos, que incluem a análise do controle acionário das empresas exploradoras e a fiscalização dos contratos de venda.
A estruturação dessa política contou com o suporte técnico de órgãos como o BNDES, o Ministério de Minas e Energia e o Centro de Tecnologia Mineral. Embora o governo busque maior controle sobre a cadeia produtiva, a estratégia não veda a participação de capital estrangeiro, desde que as parcerias respeitem a soberania nacional. O próximo passo do conselho, coordenado pela Casa Civil, será a elaboração do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos para detalhar as metas de fomento e infraestrutura.
Em resumo: - O governo definiu 27 minerais prioritários para fomentar o refino e a industrialização interna. - Nove substâncias, como lítio e terras raras, terão fiscalização reforçada sobre acionistas e contratos. - A política busca substituir a exportação de matéria-prima bruta por tecnologia e empregos. - O plano visa garantir que a exploração mineral gere desenvolvimento social e tecnológico para o país.
Fonte: Revista Fórum

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