Crise no Paraguai: Operação apreende bens de luxo e derruba governo de Santiago Peña
Após a liquidação do Ueno Bank, Ministério Público paraguaio prende executivos e apreende iate e jatos, enquanto o presidente Santiago Peña renuncia ao cargo.

Foto: Iate apreendido no Paraguai e o Ueno Bank Crédito: Reprodução/MP do Paraguai I Reprodução/Reuters · Original e licença
O Paraguai vive um momento de profunda instabilidade política e financeira após a deflagração de uma operação do Ministério Público contra o Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank. A ação resultou na prisão de Miguel Vázquez e de sete integrantes do Conselho de Administração da instituição, além da apreensão de um iate de luxo, um avião particular Beechcraft King Air 300 e nove veículos de alto padrão, avaliados em cerca de US$ 14 milhões.
A crise teve início em 3 de novembro, quando o Banco Central do Paraguai determinou a liquidação do banco, que atendia cerca de 3 milhões de clientes e gerenciava US$ 850 milhões em recursos públicos. A medida foi tomada após a constatação de que o índice de solvência da instituição estava abaixo do exigido por lei, comprometido por empréstimos irregulares concedidos a empresas do próprio grupo controlador.
O escândalo atingiu o alto escalão do governo. O presidente Santiago Peña, que manteve participação acionária na Ueno Holding até março de 2025, enfrentou um processo de impeachment na Câmara dos Deputados por suspeitas de favorecimento ao grupo empresarial e conflitos de interesse. Sob forte pressão, Peña anunciou sua renúncia ao cargo. A crise também provocou a queda de Carlos Carvallo, que deixou a presidência do Banco Central após questionamentos sobre sua gestão e vínculos anteriores com o banco liquidado.
Em resumo
- Ministério Público prendeu oito executivos e apreendeu bens de luxo ligados ao Grupo Vázquez.
- Banco Central liquidou o Ueno Bank após identificar grave insolvência financeira.
- Presidente Santiago Peña renunciou ao cargo após aprovação de impeachment pela Câmara.
- Presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, também deixou o posto em meio às investigações.
Fonte: Brasil 247

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