Política

Celso Amorim defende diplomacia soberana e protagonismo do Brasil no Sul Global

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, reafirma a independência da política externa brasileira e o papel estratégico do país no fortalecimento dos BRICS e na construção de um mundo multipolar.

Foto: Celso Amorim Crédito: Reprodução/TV247 · Original e licença

O embaixador Celso Amorim, que atua como assessor especial da Presidência da República, avaliou que o Brasil retomou um papel central na geopolítica mundial sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em conversa com a TV 247, o diplomata defendeu que o país se posiciona hoje como um articulador fundamental para o equilíbrio internacional, priorizando a multipolaridade em vez de se submeter a blocos hegemônicos.

Durante a entrevista, Amorim comparou a recente criação do Conselho Nacional para Industrialização dos Minerais Críticos e Estratégicos à importância histórica da fundação da Petrobras. Para ele, essa iniciativa é um pilar de soberania que se conecta diretamente com a postura do governo no exterior, onde o Brasil busca autonomia e recusa qualquer tipo de alinhamento automático que comprometa seus interesses nacionais.

Sobre a expansão dos BRICS, o assessor reconheceu que o crescimento do bloco traz desafios logísticos e de coordenação devido à diversidade de seus membros. No entanto, ele argumentou que a organização das nações do Sul Global é uma necessidade histórica incontornável. Amorim destacou que o Brasil exerce uma liderança natural nesse processo, utilizando seu prestígio diplomático para manter canais de diálogo abertos com diferentes potências, mesmo aquelas que possuem divergências entre si.

O diplomata também ressaltou o que chamou de soft power brasileiro, mencionando a trajetória pacífica do país, que não se envolve em conflitos armados com seus dez vizinhos há mais de um século. Segundo Amorim, essa estabilidade permite que o Brasil se projete como uma potência comprometida com os direitos humanos, a preservação ambiental e a convivência pacífica, consolidando-se como uma voz soberana que não aceita tutelas externas.

Em resumo: - Celso Amorim aponta que o Brasil lidera a articulação do Sul Global e a expansão dos BRICS. - A criação do Conselho de Minerais Críticos é tratada como um passo decisivo para a soberania nacional. - O governo reafirma a independência diplomática e a rejeição a alinhamentos automáticos.

Fonte: Brasil 247

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