Política · Economia

Equipe econômica de Lula avalia medidas para racionalizar gastos e blindar programas sociais

Governo estuda ampliar contingenciamento e revisar regras fiscais para garantir sustentabilidade das contas públicas no próximo mandato.

Foto: O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfrentam o desafio de equilibrar as contas públicas e preservar os investimentos sociais em 2027 Crédito: Adriano Machado/Reuters · Original e licença

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma série de discussões estratégicas para fortalecer o equilíbrio das contas públicas no início de seu quarto mandato. Entre as medidas em análise pela equipe econômica, destaca-se a possibilidade de ampliar em 20% a base de despesas federais sujeitas a contingenciamento, incluindo gastos que hoje são classificados como obrigatórios.

Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, o debate ainda está em estágio preliminar e não há decisões tomadas. O objetivo central, defendido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo ex-ministro Fernando Haddad, é promover uma racionalização das despesas que garanta a sustentabilidade fiscal sem comprometer a continuidade dos programas sociais.

As alternativas em estudo buscam maior flexibilidade para o Orçamento, permitindo bloqueios temporários quando houver risco de descumprimento das metas. Além disso, a equipe econômica avalia reduzir o limite de crescimento real das despesas — atualmente em 2,5% ao ano — e revisar os mecanismos de correção dos pisos constitucionais de saúde e educação, vinculando-os ao teto geral de gastos.

O governo também coloca na mesa a revisão de benefícios tributários, como a possível taxação de investimentos hoje isentos, a exemplo das LCIs e LCAs. O debate abrange ainda o combate a privilégios, incluindo temas sensíveis como supersalários no Judiciário, benefícios previdenciários de militares e a dinâmica das emendas parlamentares.

O presidente Lula deve aprofundar a análise dessas propostas após seu retorno de uma viagem internacional à Turquia e às Filipinas, prevista para ocorrer entre 11 e 15 de novembro. Até lá, os ministérios seguem organizando cenários técnicos para subsidiar a decisão política sobre as prioridades do próximo ciclo de governo.

Em resumo

  • Governo estuda ampliar em 20% a base de despesas sujeitas a bloqueios temporários.
  • Equipe econômica avalia reduzir o teto de crescimento real dos gastos públicos.
  • Discussões incluem a revisão de pisos constitucionais de saúde e educação e a possível tributação de investimentos isentos.
  • Decisões sobre o pacote de racionalização de gastos devem ocorrer após o retorno de Lula de viagem internacional.

Fonte: Brasil 247

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