Após impeachment, Ministério Público do Paraguai pede prisão preventiva de Santiago Peña
Ex-presidente paraguaio é denunciado por crimes financeiros após colapso do Banco Ueno e destituição pelo Senado.

Foto: Santiago Peña, presidente do Paraguai, enfrenta pedido de impeachment após denúncias envolvendo o Banco Ueno e a adesão do próprio Partido Colorado à proposta de destituição Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
O Ministério Público do Paraguai formalizou, neste sábado (7), uma denúncia contra o ex-presidente Santiago Peña, solicitando sua prisão preventiva. A medida ocorre apenas um dia após o Senado paraguaio aprovar, por 44 votos a zero, o impeachment do mandatário, em meio a uma grave crise política e financeira deflagrada pelo colapso do Banco Ueno.
A acusação, assinada por um grupo de promotores, aponta crimes de abuso de confiança, administração para ganho pessoal e falsificação de documentos públicos. Além de Peña, o ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, também foi denunciado. A Justiça determinou ainda a indisponibilidade total dos bens de ambos os investigados para assegurar o patrimônio durante o processo.
O escândalo gira em torno da gestão de cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos e previdenciários que estavam concentrados no Banco Ueno. A investigação aponta que Peña, que foi acionista da holding controladora da instituição até março de 2025, teria mantido relações que configuram conflito de interesses. Tanto o ex-presidente quanto Carvallo optaram pelo silêncio durante os depoimentos iniciais.
A queda de Peña foi selada após uma tentativa frustrada de renúncia. Na sexta-feira (6), o Congresso não conseguiu quórum para votar o pedido de saída do presidente, o que teria garantido a ele a imunidade de senador vitalício. Sem a manobra, o processo de impeachment seguiu seu curso, resultando na destituição imediata. Atualmente, o ex-presidente encontra-se detido em uma unidade militar por questões de segurança.
Em resumo
- Santiago Peña foi destituído pelo Senado paraguaio na sexta-feira (6) após crise no Banco Ueno.
- Ministério Público denunciou o ex-presidente e pediu sua prisão preventiva neste sábado (7).
- Acusações incluem abuso de confiança e falsificação de documentos públicos.
- Bens de Peña e do ex-presidente do Banco Central foram bloqueados pela Justiça.
Fonte: Brasil 247

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