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Mansão em Angra: Rogério Correia denuncia crimes ambientais em imóvel ligado a aliado de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou a PGR para investigar obras irregulares em mansão da União em Angra dos Reis, pivô de disputa judicial.

Foto: - O jogador Richarlison em frente à mansão de Angra, alvo de disputa com Willer Tomaz, e imagens sobre possível crime ambiental (Divulgação Richarlison / Reprodução processo criminal) · Original e licença

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para denunciar supostos crimes ambientais em uma mansão de luxo localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O imóvel, situado em uma área de proteção ambiental e pertencente à União, está registrado em nome da WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa representada pelo advogado Willer Tomaz, figura próxima ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

A denúncia é acompanhada de registros em vídeo que mostram intervenções de grande porte, incluindo o lançamento de concreto diretamente no mar e a construção de estruturas metálicas. O parlamentar solicita a abertura de investigação criminal, a realização de perícia técnica e o embargo imediato das obras, sob a suspeita de violações à Lei de Crimes Ambientais, como a realização de construções sem licença em áreas protegidas.

O imóvel em questão já é alvo de uma disputa judicial que envolve o jogador Richarlison e a empresa de Willer Tomaz. Além da questão ambiental, a própria transferência dos direitos de ocupação da mansão para a WT Administração é objeto de um inquérito em curso na Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades no processo administrativo junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Em nota, o advogado Willer Tomaz negou as acusações e afirmou que as obras foram realizadas por um posseiro anterior. Tomaz declarou ainda que move uma ação no Supremo Tribunal Federal contra o deputado Rogério Correia, alegando a divulgação de informações falsas. Segundo o advogado, a aquisição dos direitos de ocupação foi validada por instâncias judiciais e pela própria SPU.

Fonte: Revista Fórum

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