Política · Segurança

Preso pela PF, político que teve mãe de Flávio Bolsonaro como suplente é alvo de investigação bilionária

Márcio Canella, que chegou a compor chapa com Rogéria Bolsonaro, foi detido em operação da Polícia Federal que apura lavagem de R$ 7,6 bilhões.

Foto: Márcio Canella, Flávio e Rogéria Bolsonaro e Douglas Ruas. Foto: Divulgação · Original e licença

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), foi preso preventivamente nesta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. O político, que em fevereiro deste ano foi anunciado como pré-candidato ao Senado tendo Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro, como sua primeira suplente, é investigado por um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de postos de combustíveis.

A parceria eleitoral entre Canella e Rogéria Bolsonaro, contudo, não se concretizou nas urnas. Após ser preso em flagrante em julho, quando agentes encontraram um fuzil de calibre restrito em seu veículo, Canella desistiu da corrida ao Senado e elegeu-se deputado estadual. Na ocasião, Rogéria seguiu caminho próprio, disputando uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não obteve sucesso.

As investigações da PF apontam para suspeitas graves envolvendo o deputado. Além da lavagem de dinheiro, a corporação apura possíveis vínculos de Canella com o Comando Vermelho e grupos milicianos. Entre os indícios analisados pelos investigadores estão supostas negociações com traficantes para a retirada de barricadas e a nomeação de Giane Prudêncio, esposa do miliciano Juracy Alves Prudêncio, o 'Jura', para o gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação desta quinta-feira também resultou na prisão do ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim. A Polícia Federal segue com as diligências para aprofundar as apurações sobre a movimentação financeira e as conexões políticas do grupo com organizações criminosas no estado.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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