PT e PSOL pressionam Nunes por frota de ônibus em dia de votação
Parlamentares cobram que a Prefeitura de São Paulo opere com frota de dia útil no segundo turno das eleições para garantir o direito ao voto.

Foto: O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Foto: Danilo Verpa/Folhapress · Original e licença
Parlamentares do PT e do PSOL intensificaram a pressão sobre a gestão de Ricardo Nunes (MDB) para que a frota de ônibus em São Paulo opere com a capacidade de um dia útil durante o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A iniciativa busca assegurar que o transporte público não seja um obstáculo para o exercício da cidadania.
O líder petista na Câmara Municipal, Alessandro Guedes, formalizou uma representação ao Ministério Público Eleitoral. Segundo o parlamentar, a prefeitura planeja disponibilizar 6,9 mil veículos, volume que, embora represente um reforço de 40% em relação aos domingos comuns, permanece muito abaixo dos 12 mil ônibus que circulam habitualmente em dias úteis. A bancada argumenta que a oferta atual descumpre diretrizes do STF e do TSE sobre a necessidade de frequência compatível com dias de semana.
A demanda também foi levada à Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica da Câmara, que aprovou um requerimento do vereador Nabil Bonduki (PT) exigindo a equiparação da frota. O parlamentar justificou a medida citando relatos de eleitores sobre a insuficiência do transporte público observada no primeiro turno.
Além da quantidade de veículos, o grupo, que inclui a deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL) e os parlamentares Carlos e Celso Giannazi (PSOL), solicita a disponibilização de veículos adaptados para idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. Enquanto a prefeitura sustenta que a gratuidade já está assegurada pelo programa 'Domingão Tarifa Zero', o governo estadual confirmou que trens, metrôs e ônibus intermunicipais operarão com padrão de dia útil e passe livre.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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