Política · Justiça

Campanha de Lula aciona observadores internacionais contra Meta por favorecimento a Flávio Bolsonaro

A equipe de Lula denunciou à comunidade internacional supostas interferências da Meta nas eleições; TSE determinou tratamento igualitário sob pena de multa diária.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Andressa Anholete/Agência Senado · Original e licença

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou à mesa de observadores internacionais, nesta quinta-feira (15), uma série de denúncias contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo a coordenação petista, a plataforma estaria adotando práticas que beneficiam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e prejudicam a candidatura de Lula, comprometendo a igualdade na disputa eleitoral.

O coordenador político da campanha, Edinho Silva, apresentou oito ocorrências que apontam para um tratamento desigual no ambiente digital. Entre os pontos levantados estão a suspensão injustificada de anúncios, oscilações suspeitas no alcance de publicações e, principalmente, o comportamento da inteligência artificial da Meta. Relatos indicam que a ferramenta estaria recusando a geração de imagens relacionadas a Lula, enquanto aceitaria solicitações similares envolvendo o adversário.

A denúncia foi apresentada a representantes de missões como a OEA, União Europeia e o Parlamento do Mercosul. Paralelamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agiu sobre o caso. O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta garanta condições equivalentes de visibilidade e tratamento para ambos os candidatos, sob pena de multa diária de R$ 500 mil até o fim do segundo turno, em 25 de outubro.

Em sua defesa, a Meta negou qualquer interferência intencional ou viés político em seus algoritmos. A empresa atribuiu as instabilidades relatadas a falhas técnicas globais, como um problema na contagem de visualizações de vídeos ocorrido em 7 de outubro, que teria afetado usuários em diversos países. A Justiça Eleitoral segue monitorando o cumprimento da decisão e a atuação das plataformas no pleito.

Fonte: Brasil 247

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