Viagens de luxo de Flávio Bolsonaro na Europa entram na mira de investigação da PF
Documentos da Polícia Federal revelam que empresa ligada a investigado por fraudes no INSS custeou voos de jato executivo para o senador Flávio Bolsonaro.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: REUTERS/Alexandre Lago · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve viagens internacionais em jatos de luxo custeadas por uma empresa vinculada ao setor de apostas online e ao advogado Willer Tomaz, conforme revelado pela Folha de S.Paulo. Os registros dos deslocamentos, realizados na Europa em 2025, foram encontrados pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre fraudes contra o INSS.
Segundo a apuração, os voos foram contratados pela Cathedral Holdings S.A., sociedade sediada em Portugal que controla a Rede Loto, operadora da marca BestBet. Willer Tomaz, amigo pessoal do senador, é um dos acionistas da holding. Documentos indicam que, em abril e maio de 2025, o grupo realizou trechos entre Lisboa, Nice e Paris em aeronaves executivas.
A defesa de Willer Tomaz sustenta que as viagens foram passeios de lazer entre amigos e pagas pessoalmente pelo advogado, sem relação com a operadora de apostas. Flávio Bolsonaro também negou qualquer irregularidade, classificando as associações feitas pela investigação como "mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos".
O caso ganha contornos adicionais devido à relação da Rede Loto com a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). A empresa obteve autorização para operar no estado em tempo recorde, em 2023. Além disso, outra companhia ligada a Willer Tomaz faturou R$ 188 milhões em contratos com a mesma autarquia fluminense entre junho de 2023 e agosto de 2026.
Embora a presença dos comprovantes no material da PF não comprove, por si só, o uso de recursos ilícitos ou a participação do senador em fraudes, a proximidade entre os interesses empresariais do setor de apostas e a atuação de agentes políticos levanta questionamentos sobre os critérios adotados pela Loterj e a natureza das relações comerciais envolvidas.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.