Lula adota tom firme com EUA e projeta acordo comercial após tensões
Em entrevista, o presidente Lula defendeu a soberania brasileira nas negociações com Washington e detalhou a estratégia de diversificação de mercados globais.

Foto: Lula e Trump Crédito: Ricardo Stuckert/ REUTERS · Original e licença
O presidente Lula afirmou, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo, que o Brasil mantém uma posição de força nas negociações com os Estados Unidos. Segundo o mandatário, o cenário atual exige que os norte-americanos demonstrem preocupação com o Brasil, e não o contrário, dada a relevância do país como fornecedor de produtos essenciais para o mercado global.
Apesar de reconhecer uma queda nas relações comerciais com os EUA, o presidente destacou que o Brasil compensou esse movimento com a expansão de parcerias com nações como China, Indonésia, Alemanha e Vietnã. O resultado, segundo Lula, é a manutenção de recordes de superávit comercial. O chefe do Executivo ressaltou que prefere a via diplomática, mas não descarta medidas de reciprocidade caso as negociações não avancem.
Sobre a relação com Donald Trump, Lula classificou o contato como civilizado e revelou otimismo quanto a um entendimento bilateral. O presidente afirmou que representantes dos dois governos mantiveram negociações diretas nesta semana. “Eu acho que nós vamos chegar num acordo”, declarou.
O presidente também abordou a divergência sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA. Lula argumentou que, embora o PCC e o Comando Vermelho representem uma grave ameaça à segurança pública no Brasil, a natureza de suas atividades difere do conceito de terrorismo de Estado adotado pelos norte-americanos. O governo brasileiro já entregou formalmente uma proposta de cooperação técnica para o combate ao narcotráfico e ao crime organizado, utilizando a expertise da Polícia Federal.
Fonte: Brasil 247

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