Política

Constituição de 1988: Por que o PT votou contra o texto final na Constituinte?

Entenda o contexto histórico por trás do voto contrário do PT à Constituição de 1988 e como o partido se posicionou após a promulgação.

Foto: - O então deputado federal da constituinte Luiz Inácio Lula da Silva, em fotografia datada entre 1987 e 1988. (Arquivo Histórico da Câmara dos Deputados) · Original e licença

A votação final da Constituição Federal de 1988, ocorrida em 22 de setembro daquele ano, é frequentemente alvo de debates políticos. Na ocasião, o texto foi aprovado com 474 votos favoráveis, enquanto os 15 votos contrários registrados foram todos de parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT).

Conforme apurado pela jornalista Letícia Cruz, da Revista Fórum, o posicionamento petista não representava uma rejeição absoluta aos direitos previstos, mas sim uma estratégia de pressão política. Durante o processo de transição democrática, o partido utilizou o voto contrário como ferramenta para tentar ampliar conquistas sociais e limitar a influência das Forças Armadas na política interna.

Entre as pautas defendidas pelo PT na época estavam a garantia do direito de greve, a implementação da iniciativa popular para leis e a licença-maternidade de 120 dias. O partido avaliava que o projeto final, embora um avanço, ainda não contemplava integralmente as mudanças estruturais que a legenda propunha para o país.

Após a promulgação da chamada 'Constituição Cidadã' em 5 de outubro de 1988, sob a presidência de Ulysses Guimarães, o PT assinou o documento e passou a atuar dentro da legalidade constitucional. Desde então, o partido governou o Brasil em cinco mandatos, mantendo o compromisso com a estabilidade do regime democrático estabelecido pela Carta Magna.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaSindicato denuncia assédio eleitoral e ameaças de cortes salariais em afiliada da Globo no Paraná