PF aponta que deputado aliado de Flávio Bolsonaro negociava com o Comando Vermelho no Rio
Investigação da Polícia Federal revela esquema de troca de favores entre o deputado Márcio Canella e facção criminosa para viabilizar obras em Belford Roxo.

Foto: Márcio Canella, preso pela PF, e Flávio Bolsonaro - Foto: Divulgação/Arquivo pessoal · Original e licença
O deputado estadual Márcio Canella (União), aliado do candidato Flávio Bolsonaro (PL), foi preso na última quinta-feira (15) durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne. Segundo informações reveladas pelo portal UOL, a Polícia Federal aponta que o parlamentar negociava a retirada de barricadas com o Comando Vermelho em Belford Roxo, município que administrou, em troca da redução de operações policiais na região.
De acordo com a investigação, o esquema contava com a intermediação do capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa. O objetivo da negociação era permitir a realização de obras urbanísticas que seriam utilizadas para exploração política e midiática pela prefeitura. Em documento, a PF afirma que, após a conclusão das intervenções, o Estado garantia o recuo de incursões, devolvendo o controle territorial aos traficantes.
A corporação descreve Canella como um "patrono político e articulador de alto escalão" da organização criminosa, beneficiando-se de valores ilícitos e influenciando a nomeação de agentes em cargos estratégicos. O volume financeiro sob suspeita alcança R$ 7,6 bilhões movimentados ao longo dos últimos seis anos, conforme dados do Coaf.
Além do deputado, a operação resultou na prisão do ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim, e de quatro inspetores da corporação. Os envolvidos respondem por crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção e formação de cartel.
Fonte: Revista Fórum

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