Bets ilegais desafiam bloqueio federal e migram para domínios estrangeiros
Mesmo após proibição, operadores de apostas utilizam sites internacionais e influenciadores para manter acesso de brasileiros, enquanto governo intensifica fiscalização digital.

Foto: Site de apostas esportivas Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil · Original e licença
Mesmo após o prazo final de 6 de outubro para o encerramento das atividades de plataformas de apostas sem registro no Brasil, o setor de apostas online segue encontrando brechas para operar. Conforme reportagem do jornalista Eli Jonas Maia, da CNN Brasil, operadores ilegais estão contornando as restrições governamentais ao migrar para domínios internacionais, que dispensam a extensão “.br”, e mantendo a captação de clientes através de influenciadores digitais.
A estratégia de descentralização dificulta o controle das autoridades, permitindo que sites continuem oferecendo serviços em português para o público brasileiro. O Ministério da Justiça, por meio da Secretaria de Direitos Digitais, tem intensificado o monitoramento para conter essa prática. Segundo o balanço mais recente da pasta, a força-tarefa já retirou do ar 24.783 sites, páginas, perfis e grupos que promoviam apostas sem autorização.
O impacto das ações de bloqueio é expressivo, atingindo uma rede que alcançava cerca de 19,5 milhões de usuários. Entre as medidas já executadas, destacam-se a derrubada de 570 páginas no Instagram, 22 grupos no Telegram — que reuniam 21.452 membros — e 1.576 sites específicos. Somente na última quinta-feira (15), dez novos perfis foram identificados e removidos pela equipe de monitoramento.
A proibição das bets foi estabelecida via medida provisória, que segue em vigor enquanto aguarda a tramitação e aprovação pelo Congresso Nacional. Enquanto o Legislativo não delibera sobre o texto, o governo federal mantém o cerco contra a circulação de links ilegais, enfrentando o desafio constante de monitorar estruturas digitais sediadas no exterior que buscam contornar a legislação brasileira.
Fonte: Brasil 247

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