O plano de R$ 250 bilhões de Flávio Bolsonaro: o que está em risco no orçamento?
O deputado eleito Elias Jabbour aponta que o ajuste fiscal proposto pela equipe de Flávio Bolsonaro ameaça pilares constitucionais como saúde, educação e previdência.

Foto: Elias Jabbour Crédito: TV 247 · Original e licença
O deputado federal eleito Elias Jabbour (PCdoB-RJ) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (16) para questionar a viabilidade do pacote de ajuste fiscal defendido pela equipe do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O plano prevê um corte de R$ 250 bilhões, montante que, segundo o parlamentar, é incompatível com a manutenção dos serviços públicos essenciais.
Para ilustrar a magnitude do corte, Jabbour comparou o valor ao orçamento do Bolsa Família em 2026, que foi de R$ 158 bilhões. O deputado argumenta que, mesmo que o governo eliminasse todas as despesas discricionárias — que incluem investimentos em infraestrutura, Polícia Federal e as emendas parlamentares, totalizando cerca de R$ 245 bilhões —, o valor pretendido pela equipe do PL não seria atingido apenas com cortes administrativos.
“Sinceramente, fazer o que eles estão prometendo significa abertamente desligar o Estado”, afirmou Jabbour. O parlamentar destacou que, para alcançar a meta de R$ 250 bilhões, o governo teria que atacar áreas protegidas pela Constituição. Ele citou apuração da Folha de S.Paulo, que indica que a equipe de Flávio Bolsonaro estuda desvincular o reajuste de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, além de extinguir os pisos constitucionais de saúde e educação.
Enquanto a equipe econômica do candidato do PL justifica as medidas como necessárias para conter a dívida pública e reduzir a pressão sobre os juros, Jabbour alerta para as consequências sociais. Para o deputado, a proposta representa uma mudança de regime voltada à precarização do trabalho e ao fim dos direitos sociais, definindo o projeto como “o fascismo 4.0”.
Fonte: Brasil 247

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