General Santos Cruz rompe com bolsonarismo e dispara: 'Isso não é direita, é vigarice'
Ex-ministro de Bolsonaro, o general da reserva critica a submissão de aliados a interesses estrangeiros e aponta ataque à soberania nacional.

Foto: - General Santos Cruz e Flávio Bolsonaro (Foto: ONU e Agência Senado) · Original e licença
O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que ocupou o cargo de ministro durante o governo de Jair Bolsonaro, teceu críticas severas à postura de membros da família Bolsonaro e seus aliados. Em entrevista ao canal Revelando, conduzida pelo jornalista Bruno Torturra, o militar classificou a busca por interferência externa na política brasileira como um ataque direto à soberania do país.
Ao analisar a imagem de Flávio Bolsonaro ao lado de Donald Trump na Casa Branca, registrada em maio de 2026, o general foi enfático ao descrever a cena como uma "posição de subalterno". Para Santos Cruz, a tentativa de buscar apoio internacional para questões internas não deve ser confundida com diplomacia, sendo, na sua avaliação, uma forma de traição aos interesses nacionais.
O militar também condenou o uso de bonés com a inscrição 'Make America Great Again' (MAGA) por figuras como Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e a família Bolsonaro. Segundo o general, o gesto representa uma "submissão voluntária" e demonstra que tais políticos perderam o verdadeiro sentimento de patriotismo ao promoverem a propaganda de um partido estrangeiro.
Sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro em Washington, o general relembrou episódios de negociações de sanções contra o Brasil, classificando a conduta como "inimaginável". Ao ser questionado sobre o extremismo do grupo, Santos Cruz rejeitou qualquer enquadramento ideológico: "Isso aí não é direita, isso se chama vigarice".
As declarações integram o sexto episódio da série de videorreportagens 'Pátria Submissa', apresentada pelo ator Wagner Moura. Na visão do general, o fanatismo político tem se sobreposto ao patriotismo, levando à entrega espontânea da soberania nacional a potências estrangeiras.
Fonte: Revista Fórum

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